• Carlos Guglielmeli

Valparaíso já tem mais de 10 pré-candidatos a prefeito para as eleições de outubro


A pouco menos de 10 meses para a eleição municipal de outubro, a lista de pré-candidatos a prefeito de Valparaíso ultrapassa a marca de 10 postulantes.

O número de prefeitáveis auto anunciados ou possíveis chega hoje a 16 nomes, alguns muito conhecidos e outros nem tanto.

Entre os figurões nessa disputa estão o prefeito Pábio Mossoró, que rompeu aliança com Lêda Borges (PSDB) e mudou de partido, filiando-se ao MDB para garantir sua candidatura à reeleição, e a própria peessedebista.

Pábio tem a visibilidade que o cargo proporciona e a máquina pública que lhe garantem entrar na disputa já com uma certa quantidade de votos, mas seu capital político pessoal ainda não foi mensurado porque até então ele esteve embutido no de Lêda Borges, grande responsável por sua eleição. Ele vai depender diretamente da avaliação popular de seu governo.

A deputada estadual reeleita, Lêda Borges, é inegavelmente dona do maior capital político individual do município e tem tudo para evoluir à deputada federal, porém pessoas próximas dizem que ela pode pausar essa trajetória para se candidatar a prefeita, caso não tenha um aliado forte o suficiente para ganhar as eleições e manter sua liderança na cidade.

Nesse rol dos pretensos candidatos que podem concorrer com o apoio de Lêda tem os vereadores Alceu Gomes (PSDC), Zé Antônio (MDB) e Ferreira (PP)

Alceu, que tem o nome mais espalhado na sociedade, e Zé Antônio estão na base aliada do prefeito no parlamento e como tal têm suas regalias no governo, por isso não devem bater de frente agora. Ambos foram convidados a se filiar no PL, partido presidido por Francisco Carvalho, especialista em eleger vereadores, o que eles dizem querer continuar sendo, mas com o apoio de Lêda Borges podem mudar de ideia.

O Coronel Ferreira, que prefere e é chamado apenas de Ferreira, foi eleito vereador pelo PP na coligação do prefeito Pábio, porém se distanciou da base governista a um ano, adotando uma postura mais independente na Câmara Municipal. Pelo PRTB do vice-presidente Hamilton Mourão, onde pretende desembarcar e inclusive ganhar o apoio do governador Ronaldo Caiado, pode incorporar os espectros da renovação, da ética e do bolsonarismo.

Outros que buscam o apoio de Lêda Borges são o vereador Elvis Santos (SD) e o ex-candidato a prefeito e a deputado estadual, Afrânio Pimentel (PP).

Tirando Pábio Mossoró e a própria Lêda, Afrânio é, entre esses, o pré-candidato com o maior capital eleitoral experimentado, mesmo que na candidatura para deputado tenha diminuído muito seus votos em relação à tentativa para prefeito. Alguns jornalistas e comentaristas políticos da cidade o apontam como favorito à receber o apoio da deputada hoje.

Elvis Santos tenta superar a rejeição provocada pelas acusações que é alvo, em decorrência de suspeitas na compra da sede própria da Câmara Municipal. Mas tem a seu favor o fato de ser, se não ô, um dos políticos mais aprazíveis e capazes de atrair lideranças da cidade. É conhecido como cumpridor de palavra e companheiro.

Pelo PT, Professor Silvano foi o escolhido pela legenda, finalmente, e aparentemente com o aval da família Bites, dirigentes quase vitalícios do partido na cidade. O petista parece ter refrescado a personalidade, protagoniza com Ferreira os debates mais qualificados da Câmara e entra na disputa à frente de outros concorrentes, pois terá apoio irrestrito da militância do seu partido, que por outro lado é o maior peso que carrega com a rejeição atual ao petismo.

Por fora vem os estreantes, alguns fortes candidatos à surpresa do pleito.

Maria Yvelônia (Republicanos) cresce acima da média, é qualificada, experiente no desenvolvimento de políticas sociais e tem demonstrado força, além de saber jogar o jogo político. Igual ao Ferreira, pode incorporar os espectros da renovação, da competência e ganhar o apoio dos bolsonaristas. Dizem que ela parece um chiclete, “onde encosta gruda”.

Adão Ribeiro, ainda sem partido, é funcionário público do GDF, "expert" em obras de infraestrutura e licitação. Trata-se de uma personalidade pouco conhecida no meio popular, mas frequente nas rodas políticas.Se capitaneado, pode ajudar na elaboração de um bom plano de governo e na execução das metas.

Sirley Azevedo deve ir para o PSL deixando o Patriotas, que tende a abrigar, inclusive, o Adão. É professora concursada no Distrito Federal, bacharel em Direito, especializada em direito público, gestão, orçamento e compliance. Além de teoricamente qualificada, é coerente no que diz respeito ao trato com adversários, portando pode elevar o nível do debate.

Filiados ao Podemos há dois pré-candidatos, o ex petista Roberto Martins, que pode ir para o DEM ser o candidato do governador Ronaldo Caiado, e o dentista Marcelo Sorriso, que em entrevistas tem demonstrado preparo e disposição para, se não tiver em boas condições, apoiar, por exemplo, Maria Yvelônia.

Os outros três concorrentes que restam estão entre os muito improváveis, inclusive para influenciar na disputa geral, conforme análise dos bastidores.

Incrivelmente o candidato anunciado pelo DEM, partido do governador do estado, está entre os nanicos, pois é uma aposta esdrúxula da legenda local, que não consegue atrair lideranças na cidade e por isso está importando um político fracassado do DF, Paulo Roriz, se valendo apenas desse sobrenome, que uns dizem estar ligado à questões sociais, mas também tem intimidade com a corrupção.

Iraquitan Palmares do PC do B deve vir candidato novamente com seus discursos longos, prolixos e sem operacionalidade e o Soldado Edvaldo, sem partido informado ainda, aparece como uma incógnita.


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