• Carlos Guglielmeli

Crítico do “toma lá, dá cá”, Bolsonaro bate recorde de liberação de emendas parlamentares


Contrariando as promessas e as explicações dadas para a dificuldade no relacionamento com o congresso, o presidente Jair Bolsonaro bateu recorde na liberação de emendas parlamentares em seu primeiro ano de mandato.

O “toma lá, dá cá” nunca foi tão caro para os cofres públicos como em 2019, ao todo, o governo Bolsonaro liberou R$ 5,7 bilhões para os congressistas no ano que terminou recentemente, superando os R$ 5,29 bilhões liberados por Michel Temer em 2018.

Na prática Bolsonaro manteve o ritmo de pagamento aos parlamentares que marcou os governos anteriores, acelerando a liberação de dinheiro sempre que precisa de apoio dos parlamentar.

Durante a aprovação da Reforma da Previdência, por exemplo, foram empenhados R$ 3,4 bilhões para os parlamentares, que em dezembro teve que ser pago, após o ultimato dado pelos líderes partidários que ameaçaram paralisar as votações de demandas do Planalto. Ou pagava ou o país passaria por um “apagão”.

Com a falta de uma base aliada consolidada, consequência da instabilidade política causada pelas sucessivas crises nos relacionamentos institucionais, analistas avaliam que o governo Bolsonaro tende a ficar cada ano mais caro, já que na falta de articulação precisa comprar apoio para aprovar seus projetos no congresso.


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