• Carlos Guglielmeli

MPF apresenta denúncia contra Glenn Greenwald por participação nas invasões à celulares de autoridad


O MPF (Ministério Público Federal) em Brasília apresentou na manhã desta terça-feira (21) à Justiça na manhã desta terça-feira, uma denúncia criminal contra o jornalista Glenn Greenwald e outras seis pessoas por envolvimento no cometimento de crimes relacionados à invasão de celulares de autoridades brasileiras.

Conforme o comunicado do órgão, ficou comprovado que, embora o jornalista não fosse alvo das investigações, que ele "auxiliou, incentivou e orientou o grupo de invasores durante o período das invasões".

Em sua maioria presos durante as investigações da Operação Spoofing, deflagrada pela Polícia Federal, os acusados pelo MP estão sendo denunciados por interceptações telefônicas obtidas de forma ilegal. Com exceção de Greenwald, que foi denunciado pelo crime de associação criminosa, os demais vão responder adicionalmente pelo crime de lavagem de dinheiro.

Segundo a acusação, na perícia feita em um computador apreendido com autorização da justiça, foi encontrado um diálogo entre Glenn Greenwald e outro denunciado, logo após a invasão do célula do então juiz Sérgio Moro e antes de outras interceptações.

No áudio, conforme o MPF, esse denunciado deixa claro que as invasões estavam sendo realizadas e pede orientações ao jornalista a respeito da possibilidade de "baixar" o conteúdo das mensagem do Telegram de outras pessoas antes da publicação pelo site The Intercept Brasil, comandado por Glenn.

"Greenwald, então, indica que o grupo criminoso deve apagar as mensagens que já foram repassadas para o jornalista de forma a não ligá-los ao material ilícito, caracterizando clara conduta de participação auxiliar no delito, buscando subverter a ideia de proteção a fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos", diz o MPF na acusação.

Neste caso, o jornalista, diferentemente da tese por ele apresentada, recebeu o material de origem ilícita e orientou como os criminosos deviam lhe dar com ele, enquanto a organização ainda praticava os crimes.

A cópia da denúncia será encaminhada à Procuradoria-Geral da República pelo procurador da República no Distrito Federal responsável pelo caso ,Wellington Divino de Oliveira, a fim de subsidiar eventual pedido de revogação de liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que impede investigações contra o jornalista.


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