• Carlos Guglielmeli

Saneago assina contrato para construção da Estação de Tratamento de Esgoto que dá início ao PAC Anha


Imagem ilustrativa da ETE - Planaltina, construída pela mesma empresa selecionada para construir a ETE Santa Maria

A Companhia de Saneamento de Goiás S/A (Saneago) homologou na última segunda-feira (20) a licitação que escolheu a empresa Goetze Lobato Engenharia S.A. para elaborar os estudos, o projeto de engenharia (básico e executivo) e executar as obras de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Santa Maria, em um investimento de pouco mais que R$ 68 milhões.

Entre outros bairros de Valparaíso de Goiás e Novo Gama, onde será construída, a ETE Santa Maria vai atender o Setor de Chácaras Anhanguera também como contrapartida para a liberação do esperado PAC que leva o nome do bairro de R$ 116 milhões, destinado à obras como de esgotamento sanitário, drenagem de águas pluviais, pavimentação asfáltica e urbanização, neste que é o bairro mais denso e carente de infraestrutura da cidade.

Com o documento em mãos, o prefeito Pábio Mossoró foi a Novo Gama gravar um vídeo ao lado da prefeita Sônia Chaves: “Excelente notícia! Foi homologada a licitação para a contratação e execução das obras da Estação de Tratamento de Esgoto do projeto do complexo Anhanguera que envolve Valparaíso de Goiás e Novo Gama. Esta obra é etapa obrigatória desta grande iniciativa [PAC Anhanguera] que vai beneficiar muitas famílias com saneamento e pavimentação. Agradeço a todos os envolvidos nesta grande conquista”.

Em nota, Lêda Borges comemorou falando sobre a importância da atuação dos agentes políticos, “Esta matéria comprova todo nosso empenho junto ao governo de Goias, na pessoa do então governador Marconi Perillo, à Saneago, por meio de seu diretor Marco Túlio e do Presidente Jalles Fontoura, junto a ANA Agência Nacional de Águas, em 2017, para que hoje ocorresse a homologação da licitação e assinatura do contrato.

Na sequência, mesmo sem relações políticas com ambos, a parlamentar reconheceu o empenho dos prefeitos de Valparaíso de Goiás, Novo Gama e a atual gestão da Saneago, “Parabenizo os prefeitos Pábio Mossoró e Sônia que nunca desistiram de lutar conosco para a execução dos PAC’s, bem como agradeço a atual gestão da Saneago por dar continuidade a este projeto.

O imbróglio dessa ETE no caminho do PAC Anhanguera até esse momento:

A liberação desse recurso federal vinha se arrastando desde o fim 2012, quando foi intencionado pela então prefeita Lêda Borges junto ao ministério das Cidades. Ficou parado por dois anos na gestão da sucessora Lucimar (PT), que só em 2014 apresentou um projeto equivocado incluindo a ETE no financiamento, quando ela deveria ser a contrapartida do município.

Em 2017, com a posse do prefeito Pábio Mossoró, hoje filiado ao MDB, o projeto foi retomado, corrigido e reapresentado ao então ministro Bruno Araújo (PSDB), depois substituído por Alexandre Baldy (PP).

Mas justamente a Estação de Tratamento de Esgoto era um problema, pois se tratava de uma obra que não cabe no orçamento municipal e necessitava de licenças complexas. Demandas solucionadas por uma “força tarefa” composta, por exemplo, pela deputada estadual Lêda Borges, a ex-senadora Lúcia Vânia, o prefeito Pábio Mossoró e o deputado Célio Silveira.

Provocado por Lêda, o ex-governador Marconi Perillo entrou para resolver a questão do financiamento da obra, determinando à Saneago essa responsabilidade, já o adiantamento das licenças foram possíveis através de audiências viabilizadas por Célio, Lúcia Vânia, a própria deputada valparaisense.

Ao prefeito Pábio e sua equipe, além de participar dos atos anteriores, coube atender à várias exigências de um projeto cheio de especificidades, em prazos recordes, articular o envolvimento de órgãos necessários e toda a apresentação do município.

No momento, o projeto executivo do PAC Anhanguera, propriamente dito, está com a equipe da Secretaria de Infraestrutura valparaisense, comandada pelo secretário Antônio Reis, aguardando esclarecimentos da empresa de engenharia para depois ser enviado à Caixa Econômica Federal, que é quem vai liberar o recurso das obras.


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