• Carlos Guglielmeli

Paulo Guedes critica dólar baixo com polêmica: “Empregada estava indo pra Disney. Peraí!"


Paulo Guedes critica dólar baixo com polêmica: “Empregada estava indo pra Disney. Peraí!"

Na noite desta quarta-feira (12), o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu que uma taxa de câmbio mais alta é "boa para todo mundo" e que o dólar mais barato estava prejudicando as exportações e permitindo que "todo mundo" pudesse ir para a Disneylândia.

Guedes insinuou que a moeda americana mais cara beneficia o Brasil, exemplificando o mercado do turismo, que antes mandava os brasileiros para gastar no exterior e agora os mantem no mercado interno, "Vai para a Amazônia, para Foz do Iguaçu", incentivou ele.

A justificativa do ministro para a alta do Dólar já é conhecida, e passaria ilesa se Guedes não tivesse polemizado coma as empregadas domésticas, como se não fosse bom que elas tivessem condições para viajar ao exterior: "Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, em função de importações, turismo, todo mundo indo pra Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia. Peraí!", disse ele.

Provavelmente imaginando a repercussão do que acabara de dizer, Paulo Guedes tentou remediar:

"Vamos botar todo mundo para conhecer o Brasil. Eu, de vez em quando, quis dar o exemplo, mas falam: 'ministro diz que empregada doméstica estava indo para Disneylândia.' Não. O ministro estava dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo estava indo para a Disneylândia, até as classes sociais mais baixas. Todo mundo tem que ir para a Disneylândia conhecer Walt Disney, mas não ir três, quatro vezes ao ano, até porque, com dólar a R$ 1,8o, tinha gente indo três vezes ao ano."

O ministro disse também que o governo não está fazendo nada demais, apenas "a política, direitinho". "O juros é um pouco mais baixo, o que é bom para todo mundo. Vamos investir, consumir mais e, ao mesmo tempo, ter um câmbio um pouquinho mais alto, o que é bom para todo mundo. Mais exportação, mais substituições de importações. Inclusive, em setores muito intensivos em mão de obra, como turismo."

Ao defender o novo patamar do dólar, Guedes relativizou dizendo que "é melhor termos juros a 4% e câmbio a R$ 4,00, do que câmbio a R$ 1,80 e juros de 14%, nas alturas. O modelo não é juro na lua e câmbio baixo, desindustrializando o Brasil".


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