• Carlos Guglielmeli

A 36Km de Valparaíso, o DF tem 6 casos suspeitos de coronavírus relatados pelo Ministério da Saúde

Atualizado: Mar 1



Distante apenas 36Km de Valparaíso, o Distrito Federal tem sob investigação neste sábado (29), 6 casos suspeitos de contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19), conforme notificação do Ministério da Saúde. Porém, informações desencontradas das unidades de saúde responsáveis por acolher esses pacientes, fez com que a imprensa noticiasse, desde a sexta-feira, um número que pode chegar a 20 possíveis infectados.


Para enfrentar os cenários de epidemia e até pandemia de contaminação pelo Covid-19, o Governo do Distrito Federal elaborou 2 grupos emergenciais específicos dentro do COE (Centro de Operações Emergenciais).


Nestes grupos foram estabelecidos os protocolos de prevenção, diagnóstico, tratamento e supressão dos virtuais casos de Covid-19.


Já no Valparaíso, as medidas ainda estão limitadas à prevenção dos agentes de saúde com mascaras, uso de álcool em gel e a divulgação, via aplicativo de mensagens WhatsApp, dos Boletins enviados pela Secretaria de Saúde do Estado, sem a elaboração de uma gestão de emergência ou plano de contingência.


Em 97,6% dos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo coronavírus, os pacientes são quarentemados em suas próprias residências, com um acompanhamento médico à distância, por isso, mesmo cidades como Valparaíso, que não tem unidades de atendimento à saúde de alta complexidade, elas deverão estar preparadas para as ocorrências.


Somente o diagnóstico será feito nos grandes centros e na maioria das vezes por materiais enviados.


Segundo a epidemiologista Sarah Sacco de Várzea Grande (MT), “todas as cidades brasileiras vão ter que se preparar imediatamente para estar atualizando os serviços de saúde, evitar a contaminação dos profissionais da saúde e de pessoas próximas aos casos suspeitos, orientar e monitorar as pessoas em quarentena, acompanhar as tendências associadas à doença, além de produzir e disseminar informações sobre prevenção, sintomas, diagnósticos e tratamentos. Caso contrário as consequências ruins serão inevitáveis”.


O Brasil já errou quando permitiu a ser o primeiro país a registrar um caso positivo de coronavírus na América do Sul e as cidades não podem seguir esse exemplo”, completou Sarah.


À redação, Alyane Ribeiro, secretária de saúde de Valparaíso de Goiás, afirmou que todas as ações necessárias serão tomadas.


Por hora, os médicos estão alertando que não há motivos para pânico ou uma corrida aos hospitais e que, a princípio, o melhor a ser feito é adotar as medidas de precaução recomendadas, como higienização pessoal e de utensílios como segue abaixo:



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