• Carlos Guglielmeli

Alexandre de Moraes do STF suspende nomeação de Ramagem para o comando da PF



Com posse marcada para a tarde desta quarta-feira (29), a nomeação de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal).


A decisão atende a um mandato de segurança solicitado pelo PDT, alegando "abuso de poder por desvio de finalidade" na intenção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em nomear Ramegem, que seria do ciclo pessoal da família Bolsonaro e atenderia aos interesses particulares dos mesmos.


Na quinta-feira (23), um dia antes da exoneração do então diretor da PF, Maurício Valeixo, que por sua vez motivou o pedido de demissão de Sergio Moro do Ministro da Justiça e Segurança Pública, o presidente Bolsonaro tomou conhecimento de que num inquérito do STF, investigando a produção e disseminação de Fake News contra a Corte e o Congresso Nacional, a corporação estava chegando muito perto de seu filho Carlos, e na investigação sobre a organização e financiamento de atos antidemocráticos os policiais estariam "na cola de 12 deputados aliados".


Segundo o PDT, a sequencia desses fatos comprovam que a substituição do comando da Policia Federal estaria sendo feita em benefício particular do presidente.


"Defiro a medida liminar para suspender a eficácia do decreto [de nomeação] no que se refere à nomeação e posse de Alexandre Ramagem Rodrigues para o cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal", decidiu Alexandre de Moraes.


Moraes afirmou haver "inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público"


"Em um sistema republicano, não existe poder absoluto ou ilimitado, porque seria a negativa do próprio Estado de Direito", completou o ministro.
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