• Carlos Guglielmeli

Antiambientalismo de Bolsonaro é destaque na Europa e acordos econômicos podem ser cancelados


Foto: WWF

Jornais europeus destacam que Bolsonaro está perdendo apoio do empresariado e sofrendo pressão, principalmente da Europa, para conter desmatamento. E pior, lançam a dúvida de quanto tempo duraria uma pausa na destruição da Amazônia em um governo considerado pelas publicações como "emocional e instável".


O diário Frankfurter Rundschau destacou em 18 de julho: Pausa no desmatamento: "Bolsonaro cede à pressão, mas até quando?"


Já o Die Zeit publicou no dia 15 de julho: "Bolsonaro está perdendo os amigos ricos."


Segundo um texto na revista científica Science, 20% das exportações de soja e carne para a União Europeia estão "contaminadas" pelo desmatamento. Para a imagem do setor mais importante da economia brasileira, essa avaliação é um desastre.


Com base em levantamentos, teme-se que até o final de 2020 uma gigantesca área de 15 mil quilômetros quadrados de floresta tropical seja irremediavelmente destruída e essa notícia chega em um momento ruim para o governo brasileiro. Os investidores europeus estão começando a se fazer ouvir em Brasília. A mensagem é clara: as coisas não podem continuar assim. Desde que o presidente Jair Bolsonaro tomou posse no Brasil, os números do desmatamento na Amazônia vêm subindo novamente.


Alguns anos atrás, talvez isso não fosse um problema, mas agora o mundo ocidental é diferente, a geração "Fridays for Future" está exercendo pressão sobre a Europa para romper com políticas anticlimáticas e uma das demandas do momento é: "o governo brasileiro e sua política não podem ser um parceiro para a Europa".





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