• Carlos Guglielmeli

Anvisa autoriza, por unanimidade, uso emergencial da CoronaVac e vacina de Oxford

Em reunião realizada nesta domingo (17), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade o uso emergencial das vacinas da AstraZeneca e da Sinovac contra o novo coronavírus, abrindo caminho para o início da imunização no Brasil contra uma doença que já provocou quase 210 mil mortes.

Atrasado, o governo Bolsonaro vai ter que iniciar a vacinação nacional com a CoronaVac, importada pelo governador de São Paulo João Dória / Fotos: Reprodução

Os cinco diretores do órgão regulador votaram a favor do uso emergencial de 2 milhões de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, que serão importadas da Índia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e de 6 milhões de doses da CoronaVac importadas da China pelo Instituto Butantan.


No caso da CoronaVac, da chinesa Sinovac, a relatora dos pedidos, Meiruze Freitas, impôs como condição para o uso emergencial a assinatura pelo Instituto Butantan, autor do pedido, de um termo de compromisso para apresentação de mais dados sobre a vacina até 28 de fevereiro, e a subsequente publicação no Diário Oficial.


Antecipada pelo governo paulista de João Dória (PSDB), somente a vacina do Butantan está disponível para aplicação imediata na população no momento, uma vez que o governo federal se atrasou na importações das doses da vacina da AstraZeneca.


O Ministério da Saúde solicitou na sexta-feira ao Instituto Butantan a "entrega imediata" das doses da vacina CoronaVac para o início da imunização nacional, mas o governo de São Paulo havia dito que pretendia manter uma parte das doses no Estado para iniciar a vacinação.


Neste domingo, o governador João Doria afirmou que determinou que o Butantan entregue as vacinas ao Ministério da Saúde imediatamente após a aprovação da Anvisa.


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