• Carlos Guglielmeli

Bolsonaristas agridem jornalistas em outro ato contra as instituições democráticas



Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) agrediram na tarde deste domingo (03) jornalistas que cobriam outra manifestação contra o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal), ocorrida em frente ao Palácio do Planalto.


Um jornalista fotográfico do Estado de São Paulo, Dida Sampaio, foi derrubado duas vezes, chutado e soqueado no estomago, já seu motorista, Marcos Pereira, levou uma rasteira, enquanto os repórteres Júlia Lindner e André Borges foram ameaçados, xingados e hostilizados verbalmente


As reações foram imediatas, todas críticas ao crime.


"Agredir quem está fazendo o seu trabalho não faz parte da minha cultura", disse o vice-presidente Hamilton Mourão.


Do STF, a maioria dos ministros se manifestaram, Cármen Lúcia por exemplo disse:


"Quem transgride e ofende a liberdade de imprensa, ofende a Constituição, a democracia e a cidadania brasileira. Isso significa atuar de maneira inconstitucional".


Do poder legislativo, entre outros, Rodrigo Maia (DEM) reprovou o ato que chamou de "vírus do extremismo":


"Ontem enfermeiras ameaçadas. Hoje jornalistas agredidos. Amanhã qualquer um que se opõe à visão de mundo deles. Cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo fazer política com tocar o terror", publicou o deputado que completou, "Minha solidariedade aos jornalistas e profissionais da saúde agredidos. Que a justiça seja célere para punir esses criminosos".
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