• Carlos Guglielmeli

Bolsonaro anuncia novo ministro da saúde. Conheça o perfil de Nelson Teich



Após a confirmação da demissão do Luiz Henrique Mandetta, que vinha se arrastando a mais de um mês, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou o oncologista Nelson Teich como novo comandante da pasta.

Teich é formado em Medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e fez especialização em oncologia no Instituto Nacional do Câncer. Em gestão, o médico concluiu doutorado em Ciências e Economia da Saúde pela Universidade de York, no Reino Unido.

Sobre o Isolamento social, o novo ministro se posicionou em uma rede social contra a polarização do assunto entre saúde e economia, sem apontar de onde parte a rivalidade:

Esse tipo de problema é desastroso porque trata estratégias complementares e sinérgicas como se fossem antagônicas. A situação foi conduzida de uma forma inadequada, como se tivéssemos que fazer escolhas entre pessoas e dinheiro, entre pacientes e empresas, entre o bem e o mal”, publicou ele.

Ao lado do presidente, quando foi anunciado como substituto de Mandetta, Taich se disse completamente alinhado com Bolsonaro, contrariando suas próprias publicações anteriores, onde ele defendia o isolamento horizontal da sociedade e criticava a verticalização da medida:

Diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distanciamento social, é a melhor estratégia no momento. Além do impacto no cuidado dos pacientes, o isolamento horizontal é uma estratégia que permite ganhar tempo para entender melhor a doença e para implantar medidas que permitam a retomada econômica do país”, escreveu o novo ministro sobre o modelo adotado até o momento.

Sobre o isolamento vertical, preferência de Bolsonaro, Teich “via” fragilidades no modelo em que apenas idosos e pessoas com doenças graves ficariam em quarentena:

Outro tipo de isolamento sugerido é o isolamento vertical. Nessa opção apenas um grupo de pessoas é submetido ao isolamento, no caso aquelas com maior risco de morrer pela doença, como idosos acima de 60 anos e pessoas com outras doenças que aumentam o risco de morte pela Covid-19. Essa estratégia também tem fragilidades e não representaria uma solução definitiva para o problema. Como exemplo, sendo real a informação que a maioria das transmissões acontecem a partir de pessoas sem sintomas, se deixarmos as pessoas com maior risco de morte pela Covid-19 em casa e liberarmos aqueles com menor risco para o trabalho, com o passar do tempo teríamos pessoas assintomáticas transmitindo a doença para as famílias, para as pessoas de alto risco que foram isoladas e ficaram em casa.
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