• Carlos Guglielmeli

Brasil registra primeira suspeita de reinfecção pela Covid-19. China Já confirmou a possibilidade


Fotos clicadas nas ruas de Jundiaí pelo Portal Cidade Louveira

Uma mulher de 39 anos, residente em Volta Redonda no estado do Rio de Janeiro, é suspeita de ter contraído covid-19 pela segunda vez.


O caso foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde carioca apenas dois dias após a publicação de um estudo no jornal científico Clinical Infectious Diseases, que atestou a reinfecção pelo novo coronavírus de um chines de 33 anos. Neste caso os pesquisadores da Universidade de Hong Kong comprovaram as duas contaminações por cepas diferentes do SARS-Cov-2 a partir da Sequencia genômica.


Belgica e Holanda também já confirmaram casos de reinfecção pelo vírus.


Em uma Live, professor da Universidade britânica de Oxford, afirmou que pessoas que pegaram a Covid-19 em março já podem estar suscetíveis a reinfecções. Segundo Bell, os anticorpos que atuam contra o novo coronavírus podem diminuir entre 10 e 30% ao mês.


Recentemente um estudo feito pela King’s College de Londres, com cerca de 90 pessoas, apontou que os anticorpos desapareciam com o tempo, atingindo um ápice três semanas após os primeiros sintomas e praticamente desaparecendo em 4 meses.


A possibilidade de reinfecção destrói a estratégia do governo brasileiro, que optou pela 'imunidade de rebanho' em detrimento do isolamento social para achatar a curva de contágio.


Imunidade de rebanho, é um conceito criado por imunologistas para calcular quantas pessoas numa população precisam se contaminar, tornando-se imunes a um agente infeccioso, para que ele não atinja indivíduos vulneráveis. A ideia é simples: quanto mais pessoas com anticorpos, menos pessoas doentes, menos vírus circulando.


Uma estratégia que se torna absolutamente sem efeito com a possibilidade de reinfecção em tão pouco tempo.

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