• Carlos Guglielmeli

Câmara livra Crivella de processo de Impeachment

Nesta quinta-feira (3) a Câmara Municipal do Rio de Janeiro rejeitou o pedido de abertura de processo de impeachment do prefeito Marcelo Crivella, acusado de usar servidores municipais para cercear o trabalho da imprensa e intimidar pacientes da rede pública de saúde dispostos a declarar insatisfação aos serviços prestados.


A votação foi apertada, entre os 48 vereadores que votaram, 25 foram a favor do do prefeito e 23 contra, placar mínimo necessário.


Do lado de fora da Câmara, uma pequena "claque" a favor de Crivella comemorou e soltou fogos após o resultado da sessão, mas também houve quem protestasse e fizesse "panelaços" nos prédios vizinhos.


O prefeito ainda tem que enfrentar um pedido de abertura de CPI para investigar seus atos.


"A ilegalidade do prefeito é clara nesse caso. Os esforços são para abrir CPI", disse o autor do pedido à Reuters, o vereador Átila Nunes.


Pré-candidato à reeleição, Crivella está sob pressão depois que seus auxiliares, pagos com recursos públicos para isso, foram colocados sob investigação da polícia e do Ministério Público por tentarem impedir o trabalho da imprensa e manifestações de cidadãos insatisfeitos com os serviços na Saúde Pública da capital Rio de Janeiro.


A polícia cumpriu 9 mandados de busca e apreensão na terça-feira em endereços dos auxiliares, e um deles, apontado como líder do grupo e assessor da prefeitura, foi conduzido a uma delegacia para prestar depoimento.


Em nota, a prefeitura do Rio afirmou que "reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais para melhor informar à população e evitar riscos à saúde pública".

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