• Carlos Guglielmeli

Cidades do ABC paulista já definiram não retomar as aulas presenciais em 2020


Fito: Revista Exame / Unidade de ensino de Mauá - SP

Mesmo que o Estado de São Paulo se mantenha na fase amarela pelo prazo estipulado pelo governo de João Dória para que as aulas presenciais sejam retomadas frente à pandemia do novo coronavírus, ao menos seis dos sete municípios que compõem o ABC paulista não pretendem seguir a flexibilização.


Os prefeitos de Mauá, Santo André, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra já anunciaram que a reabertura das escolas na rede pública municipal está totalmente descartada em 2020. Já os de Diadema e São Bernardo indicam que farão o mesmo, mas ainda não oficializaram.


Segundo o comunicado da prefeitura de Santo André, a decisão foi tomada levando em conta o avanço da contaminação pelo Covid-19 e uma consulta pública, onde 94% dos 21 mil pais ou responsáveis de alunos da rede municipal de ensino disseram que preferem não mandar seus filhos para a escola ainda este ano.


A prefeitura de Rio Grande da Serra segue as mesmas justificativas, lá 80% dos pais e responsáveis por alunos das unidades escolares públicas disseram que também preferem manter seus filhos em isolamento social. A cidade tem cerca de 60 mil habitantes, dos quais 341 foram contaminados e 17 morreram até segunda-feira (3).


"O isolamento social ainda é a atitude mais eficiente para evitar o alastramento da pandemia. Quando falamos em 200 mil alunos na rede municipal, significa um universo de mais de 800 mil cidadãos, se considerarmos quatro pessoas por família. A atitude é ríspida, mas responsável", declarou o prefeito Gabriel Maranhão (cidadania).


Em Mauá, que tem quase 500 mil habitantes, 2.082 contaminados e 207 mortes até a mesma data, o prefeito Átila Jacomussi (PSB) também destaca a impossibilidade do retorno às aulas a partir do momento que dispensar todos os servidores com algum tipo de comorbidade agravante da doença.


"A nossa merenda é própria, não terceirizada, e cerca de 30% a 35% da rede de merendeiras estaria inapta a voltar", argumentou Jacomussi com o Estadão.


Para o peessebista, o governador João Dória deveria rever os protocolos do plano São Paulo:


"Se eu pudesse dar um conselho ao governador, seria o de suspender tudo", disse ele.


Em Valparaíso de Goiás, a secretária de educação, Rudilene Farias Nobre, informou ao Jornal Opção do Entorno que o órgão também mapeou a opinião dos envolvidos na educação e um planejamento está sendo elaborado encima dos dados coletados.

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