• Carlos Guglielmeli

Cobrado, Sérgio Moro apresenta provas das acusações feitas contra Bolsonaro



Acusado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro de estar mentindo nas justificativas dadas para sua saída do Ministério da Justiça e de ter tentado barganhar uma indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro apresentou à TV Globo, prints de conversas via aplicativo de mensagens como provas do que declarou em coletiva.


Na troca de mensagens, ocorrida na última quinta-feira (23) com Bolsonaro, o presidente da República envia uma matéria do site O Antagonista, sobre a operação do inquérito das Fake News, que tinha como alvo políticos aliados dele . A chamada dizia que a PF estava na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas:



"Mais um motivo para a troca", escreveu Bolsonaro em defesa da mudança do então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo com a intenção de proteger seus aliados.



Em seguida Moro informa que as ações dessa operação não são comandadas por Valeixo, mas sim pelo Ministro do STF, Alexandre de Moraes, e pondera para que os dois conversem pessoalmente em reunião marcada para as 09h daquele dia.



Sobre a acusação do presidente de que ele, Moro, teria barganhado a indicação ao STF pela troca do comando da PF, o ex-ministro enviou ao Jornal Nacional os prints de uma conversa com a deputada Carla Zambelli (PSL), aliada de primeira hora de Bolsonaro.


O diálogo começa com a peesselista pedindo para o ex-juiz aceitar o nome de Alexandre Ramage (diretor da Agência Nacional de Inteligência) para o comando da corporação, em seguida ela sugere que, feito isso, Moro aguarde até setembro a sua indicação ao STF, se oferecendo pessoalmente para convencer o presidente disso:




Sergio Moro rechaça a oferta, e diz que não está a venda, distraída Zambelli continua sua tese e ao perceber a contrariedade do ex-ministro, emenda que sabe e que ele é um dos poucos no país que não se vende:




Moro finaliza a conversa dizendo que eles deveriam aguardar, pois interlocutores estavam dialogando com o presidente naquele momento:



À TV Globo Carla Zambelli disse que não comentaria as mensagens e o Planlto não se manifestou.

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