• Carlos Guglielmeli

Com a ajuda de Maia, governo mantém veto aos reajustes para servidores


Foto: Najara Araújo/Agência Câmara de Notícias (Com edições da redação)

Após a derrota sofrida no Senado, onde na quarta-feira (19) os parlamentares derrubaram o veto do presidente Jair Bolsonaro à medida que permitia o reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público até o final de 2021, o governo conseguiu uma 'virada de jogo' na Câmara, com a ajuda do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM) e deputados do Centrão.


"O Senado derrubou um veto que vai dar prejuízo de R$ 120 bilhões para o Brasil. Eu não posso governar um país se esse veto (não) for mantido na Câmara... É impossível governar o Brasil, impossível. É responsabilidade de todo mundo ajudar o Brasil a sair do buraco", disse Bolsonaro nesta quinta-feira (20) na saída do Palácio da Alvorada.


A proposta havia sido aprovada pelo Congresso dentro do socorro financeiro a Estados e municípios, mas acabou barrada pelo Palácio do Planalto.


Para reverter a decisão do Senado, os deputados, liderados por Rodrigo Maia, costuraram um acordo com a equipe de Bolsonaro envolvendo a prorrogação do auxílio emergencial e a liberação de recursos do Orçamento.


Um veto presidencial só cai quando é rejeitado nas duas Casas, Senado e Câmara, e o governo conseguiu nesta segunda um total de 316 votos, dos 257 que necessitava para manter a decisão do presidente.


O Ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia anunciado um calculo de que, se o veto fosse derrubado, haveria o comprometimento de uma economia fiscal entre R$ 121 bilhões e R$ 132 bilhões aos cofres da União, Estados e municípios. Com a medida, os salários dos servidores federais, estaduais e municipais, inclusive das áreas de segurança, saúde e educação, continuam congelados até o fim de 2021.


De acordo com dados oficiais, na iniciativa privada hoje já são quase 10 milhões de trabalhadores que tiveram seus contrato suspenso e ou salários reduzidos por causa da crise causada pela pandemia. Outros 66 milhões de pessoas já receberam o auxílio emergencial de R$ 600, pago pelo governo a desempregados e informais.

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