• Carlos Guglielmeli

Com Covid-19, pacientes morrem em Valparaíso por falta de estrutura e insumos na saúde municipal

Mesmo tendo recebido quase R$ 30 milhões do Governo Federal para estruturar o Sistema de Saúde do município e enfrentar a pandemia do novo coronavírus, a gestão do prefeito Pábio Mossoró (MDB) e de sua vice, Dra. Zeli Fritsche, não construiu um único leito de UTI em Valparaíso e atualmente assiste pacientes morrendo à espera de uma vaga nos hospitais fora da cidade.


No domingo de páscoa, o senhor Laércio Pádua Ferreira, de apenas 35 anos, morreu deixando a esposa Barbara, dois filhos, Isabelle e Arthur, de 8 e 1 ano, a mãe, Sra. Letícia, parentes e amigos. Antes disso ele testou negativo para a Covidi-19 em 19 de março, depois positivo dia 21, mas mandado para casa, foi internado em estado avançado da doença 5 dias depois, teve que ser entubado em 29 de março, passou 7 dias à espera de um Leito de Tratamento Intensivo, até não resistir mais no domingo de páscoa.


Sr. Laércio morre com Covid-19 em Valparaíso à espera de um Leito de UTI / Foto: Reprodução com edição da redação

Além da falta das UTIs, os valparaisenses também enfrentam a falta de insumos como oxigênio, sedativos, anestésicos, e até suplemento para os que precisam ser alimentados por sonda.


Na fila de espera pelo tratamento necessário ao esposo, a Sra. Bárbara passou os 7 dias em que ele esteve entubado na busca de exames em laboratórios particulares, inclusive transportando amostras de sangue pessoalmente por três vezes.


Faltando na rede municipal, Barbara também teve que comprar o suplemento para que Laércio fosse alimentado por sonda,


Diante das dificuldades e falta de perspectiva, a Sra. Barbara pediu ajuda ao comunicador social Denis Bento, que foi à unidade de saúde para gravar um vídeo e denunciar o caso.



Denis acabou detido após a médica Indianna Beatriz Mendes de Andrade ter lhe dado voz de prisão, alegando em depoimento oficial à Polícia Civil, que o mesmo estaria caluniando e agredindo a equipe médica, em busca de atendimento, hora para ele próprio e hora para sua esposa, o que não era a questão.


Para piorar o drama, segundo uma enfermeira que acompanhou Laércio um dia, a entubação do esposo de Bárbara foi "intranquila", pois a sedação não era suficiente, ao ponto de, mesmo ligado ao aparelho, ele mexer a mão e levantar o braço.


Questionada sobre o caso, a assessoria de comunicação da prefeitura de Valparaíso não se manifestou até o fechamento desta publicação.

Foto da nota fiscal de compra do suplemento adquirido pela família do Sr. Laércio, para que ele fosse alimentado por sonda na UPA de Valparaíso de Goiás:

Juliana Pereira Souza Vaz é prima da Sra. Bárbara

Foto da receita médica solicitando à esposa do paciente o alimento que ele deveria tomar via sonda:



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