• Carlos Guglielmeli

Congresso põe em xeque Base aliada construída por Bolsonaro com o "centrão"


Fotos meramente ilustrativas

A articulação política do governo Bolsonaro no Congresso vai enfrentar uma prova de fogo nos próximos dias.


O presidente Jair Bolsonaro abandonou seu discurso de campanha em pontos chave para seus seguidores de primeira hora, distribuindo cargos para os partidos do chamado "Centrão" em troca de votos, no entanto, o governo não tem conseguido apoio parlamentar suficientes para emplacar suas vontades no plenário da Câmara e do Senado Federal.


Após sofrer três derrotas importantes na Câmara nos últimos dias, o Palácio do Planalto tenta reverter a crise acelerando a transferência de recursos para redutos de parlamentares antes das eleições municipais em novembro.


Contrariando a equipe econômica, por exemplo, a Câmara aprovou projeto que já havia passado pelo Senado e prevê indenização de R$ 50 mil para profissionais de saúde incapacitados de trabalhar após contaminação pelo coronavírus, depois os deputados também deram sinal verde para o projeto que prevê socorro financeiro de até R$ 1,6 bilhão ao setor esportivo e por último, retomaram as discussões sobre a reforma tributária sem a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes. A iniciativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi vista como uma maneira de pressionar Guedes a enviar o projeto, o que deve acontecer na terça-feira (21).


Agora, o teste para saber se Bolsonaro de fato construiu uma base no Congresso quando se aliou ao Centrão ocorrerá na votação dos vetos presidenciais a projetos aprovados pelo Congresso, prevista para a semana que vem.


Para impedir mais uma derrota e outra demonstração de fragilidade do governo, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, vai se reunir com líderes da Câmara e do Senado, na terça-feira, quando tentará nova negociação com os parlamentares.

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