• Carlos Guglielmeli

Está aberta a "Janela Partidária" que autoriza os vereadores a mudar de partido sem penalizações

Atualizado: Mar 11



Está aberta desde 5 de março a chamada “Janela Partidária”, período que termina em 3 de abril, no qual os vereadores e deputados federais podem deixar os partidos pelos quais foram eleitos para se filiar à outras legendas sem penalizações.


O prazo é imposto apenas à políticos eleitos pelo voto proporcional, aqueles que precisaram, juntos a seus correligionários, atingir um quociente.


Provocado pelo PSDB, DEM e o antigo PPS, hoje Cidadania, o STF (Supremo Tribunal Federal) chegou ao entendimento em 2007 de que os mandatos alcançados com votos da legenda é do partido e não do indivíduo.


Alguns vereadores em Valparaíso de Goiás já anunciaram que vão mudar de agremiação e outros estão em busca de melhores propostas para encaminhar suas pretensões políticas.


Essa movimentação, que na teoria diz respeito apenas aos 13 legisladores eleitos em 2016, deve influenciar no caminho de outros políticos. A Elenir, por exemplo, tende sair do PROS para se filiar ao MDB do prefeito Pábio Mossoró.


Com isso, a legenda preterida, que ainda não pautou a imprensa com a exibição de um grupo mínimo de candidatos, deve perder um de seus principais quadros, a esposa do próprio presidente municipal do PROS, Robson Aguiar.


A pré-candidata Cláudia Aguiar, que foi bem votada em 2016 pelo PROS, ao que tudo indica, deve migrar para o grupo Lêda Borges, se filiando à algum partido que caminhe com a deputada.


O presidente da Câmara, vereador Zé Antônio (MDB), tem quatro caminhos, o primeiro é buscar a reeleição, permanecendo na legenda que hoje também abriga o prefeito Pábio e junto da Elenir, selar o destino de todo o resto dentro da agremiação.


A segunda opção do Zé Antônio é ir para o grupo Lêda Borges, mais especificamente para o PSDB e ser candidato a prefeito, ou a vice pelo PL como terceira hipótese, ou até mesmo a vereador pelo mesmo Partido Liberal como quarta opção.


Um dos políticos com maior populares da cidade, Alceu Gomes (PSDC) tem mais aberto para ele os mesmos caminhos disponíveis ao Zé Antônio, quando se pensa em aliança com Lêda Borges, ser candidato a prefeito pelo PSDB, vice-prefeito pelo PL ou vereador por qualquer uma das duas siglas.


O Flávio Lopes também vai deixar o PP para se filiar a algum partido que acompanhe o chefe do executivo municipal, assim como o Zeca, que declarou apoio à Pábio Mossoró, mas está filiado no Solidariedade, que por sua vez pretende lançar o vereador Elvis Santos a prefeito.


As duas Marias, Neide e a do Monte, devem sair do PSDB de Lêda Borges e migrar para um partido que siga Pábio Mossoró, botando pressão em todo o resto da lista de candidatos da legenda onde elas desembarcarem.


Com a vida menos complicada, o vereador Ferreira sai do PP e se filia ao PRTB para ser candidato à prefeito e, segundo ele, a nada mais além disso.


Outros que não devem mexer com ninguém são os vereadores Silvano (PT), que permanece no partido para ser candidato a prefeito, Paulo Galego que fala em nem ser candidato mais, mas que fica no PC do B, e o Agiliza que tende a se manter no PL.


Sobre o futuro político do vereador Brandão, não há notícias.


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