• Carlos Guglielmeli

Estudo com vacina de Oxford, a mais promissora até o momento, é suspenso por reação adversa



A vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca teve seus testes clínicos suspensos por suspeita de reação adversa grave em um dos voluntários participantes no Reino Unido.


O fato foi publicado na tarde desta terça-feira pelo site americano especializado em notícias de saúde e ciência, Stat News, e confirmada pelo Estadão junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que firmou parceria com a farmacêutica britânica para produzir o imunizante.


Com um acordo firmado entre o Ministério da Saúde e a AstraZeneca para que o imunizante fosse produzido no Brasil após uma eventual aprovação, a vacina de Oxford estava sendo testada também em cerca de 5 mil brasileiros voluntários.


Em território brasileiro os estudos estão sendo coordenados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a fabricação seria possível graças a uma parceria para transferência de tecnologia para a Fiocruz.


A decisão do laboratório britânico ocorre no dia em que o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que "em janeiro a gente comece a vacinar todo mundo". O governo federal abriu crédito de cerca de R$ 2 bilhões para a Fiocruz receber, processar, fabricar e distribuir a vacina sozinha.


Segundo a Anvisa, os órgãos brasileiros envolvidos aguardam mais informações da AstraZeneca para se pronunciar sobre a interrupção dos estudos.

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