• Carlos Guglielmeli

Ex-assessores de Flávio Bolsonaro sacaram ao menos R$ 7,2 milhões em dinheiro


Foto: reprodução de redes sociais

Investigados pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ), ex-assessores do então deputado federal, Flávio Bolsonaro, hoje senador pelo Republicanos-RJ, sacaram cerca de R$ 7,2 milhões em dinheiro vivo, enquanto trabalhavam para o parlamentar.


O valor sacado em espécie corresponde a 60% do que os servidores receberam dos cofres públicos carioca, mais um indício do esquema de devolução de parte dos salários, a "rachadinha", no gabinete.


No cruzamento dos dados apurados, as retiradas dos assessores coincidiram com períodos nos quais, segundo o MP do Rio, Flávio Bolsonaro pagou despesas usando dinheiro em espécie.


O valor apurado dos saques feitos em dias específicos por ex-funcionários do atual senador, ainda não incluem o valores sacados pelo ex-assessor Fabrício Queiroz - que, segundo os promotores, seria o operador do suposto esquema.


Entre as principais movimentações suspeitas que ligam o filho do presidente Bolsonaro com os saques, segundo os investigadores, é a compra de dois imóveis em Copacabana, no final de 2012. O parlamentar teria pagado, 'por fora', R$ 638,4 mil ao vendedor, enquanto os registros oficiais da compra mostram o valor de R$ 310 mil pagos oficialmente. O então deputado estadual também usou apenas R$ 86,7 mil em dinheiro na compra nada mais, nada menos que 12 salas comerciais, em 2008.


"Essa prática de subfaturamento de registros imobiliários na compra possibilita a simulação de ganhos de capital em patamares expressivos na ocasião da revenda, razão pela qual é instrumento corriqueiramente utilizado para lavagem de capitais já catalogado pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)e pelos principais organismos internacionais", diz a Promotoria na investigação.


Tanto a defesa de Flávio como a de Queiroz, por meio de notas, negaram irregularidades.

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