• Carlos Guglielmeli

Exclusão dos posts de Bolsonaro feita pelo Twitter comprovariam seu atentado contra a saúde pública



O Twitter apagou duas postagens do presidente Jair Bolsonaro na noite do último domingo (29). No lugar das publicações a plataforma deixou a mensagem:

Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”.

A plataforma alega que ampliou as regras para barrar conteúdos que eventualmente contrariam as recomendações de órgãos oficiais de saúde pública e ou que coloquem as pessoas em maior risco de contrair e ou transmitis o Covid-19.

Críticos dizem que o ocorrido comprova o uso deliberado de Fake News por parte do presidente, que atentam contra a saúde pública.

Procurada pelo G1, a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto disse que não comentaria o assunto, já o Twitter respondeu o seguinte:

O Twitter anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir COVID-19. O detalhamento da ampliação da nossa abordagem está disponível neste post em nosso blog

Em uma das postagens apagadas, Bolsonaro aparece em um vídeo conversando com um ambulante, defendendo que as pessoas continuem a trabalhando, e diz para só "quem tem mais de 65 ficar em casa", ele ainda acena positivamente quando uma das pessoas na aglomeração diz que "tem que abrir os comércios e trabalhar normalmente".

Na outra publicação, o presidente diz à jornalistas dentro de um supermercado que “o país fica imune quando 60 a 70% forem infectados” e que um remédio contra o coronavírus “já é uma realidade”, informação desmentida pelo anúncio mundial do "início" dos testes com a sempre mencionada Cloroquina.

As mesmas postagens continuam ativas nos perfis oficiais de Bolsonaro no YouTube e no Facebook e ambas as plataformas não se manifestaram sobre o assunto.

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