• Carlos Guglielmeli

Governador do Rio de Janeiro é alvo de operação da PF que investiga desvios na saúde do estado



A Polícia Federal apreendeu na manhã desta segunda-feira (26) computadores, celulares do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e da primeira dama carioca Helena Witzel.


Batizada com o nome Placebo, a operação autorizada pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Benedito Gonçalves, investiga supostos desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência na saúde pública causada pela pandemia do novo coronavírus.


Ao todo foram realizadas 12 buscas pela PF na manhã desta terça. Entre os alvos estavam o Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel, o Palácio da Guanabara, sede oficial do Executivo fluminense, o escritório de advocacia da primeira dama e ainda uma casa em que o mandatário morava antes de assumir o governo Rio, no Grajaú, zona norte.


Na decisão que determinou a operação, Benjamin registrou que provas compartilhadas pelo Ministério Público do Estado e do Ministério Público Federal no Rio apresentam "elementos que, em juízo de cognição limitada e superficial, propiciam convicção quanto a indícios veementes de autoria e materialidade".Tanto a promotoria quanto a procuradoria realizaram operações para apurar desvios na Saúde do Rio nas últimas semanas.


Witzel considerou que a operação comprova a interferência do presidente Jair Bolsonaro no órgão. "A interferência anunciada pelo presidente da República está devidamente oficializada", disse ele em nota.

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