• Carlos Guglielmeli

Governo brasileiro decide aderir ao programa da OMS de acesso à vacina


Após críticas duras e até rivalizar com a entidade, o governo Jair Bolsonaro anunciou na noite desta sexta-feira (18) a intenção de aderir à Covax Facility, consórcio da OMS (Organização Mundial da Saúde) para acelerar o desenvolvimento de vacina contra a covid-19, além de promover o acesso igualitário dos países às doses.


Não há ainda informações sobre quanto será investido no programa mas um dos compromissos ao entrar na iniciativa é garantir o fornecimento da imunização para, no mínimo, 20% da população de cada país, o que no Brasil representaria cerca de 42 milhões de doses.


Na quinta-feira (17) o governo disse que estudava "criteriosamente" a participação na Covax Facility. Em nota, também afirmou que o Brasil é reconhecido mundialmente pelo Programa Nacional de Imunização, exatamente contra o qual Bolsonaro se manifestou quando disse que nenhuma vacina deveria ser obrigatória.


O governo aposta na vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, em conjunto com o laboratório AstraZeneca, contra a covid-19. A brasileira Fiocruz foi contemplada com o aporte de R$ 2 bilhões para receber, processar, distribuir e passar a fabricar sozinha o imunizante. A ideia é que os primeiros 15 milhões de doses sejam aplicados em janeiro de 2021 no Brasil, e que no decorrer do ano 100 milhões de unidades devem ser distribuídas.


Governos estaduais também têm negociações próprias sobre vacinas. O governo do Paraná, por exemplo, tem negociação com a Rússia para fabricar a Sputnik V e São Paulo, por sua vez, aposta na Coronavac, fabricada na China.

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