• Carlos Guglielmeli

Maia diz estar pessimista e que PEC Emergencial já deve fica para 2021


Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou nesta segunda-feira (02) que está preocupado e pessimista com o calendário desorganizado do governo para as pautas que deveriam ser votadas.


"Estou muito preocupado, muito pessimista neste momento porque acho que está muito desorganizado", disse ele, mencionando "brigas políticas internas da base aliada de Bolsonaro".


Segundo Maia, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que aciona gatilhos para cortes de gastos no orçamento durante crises, vista pelo parlamentar como "prioridade das prioridades" e que deveria, na sua visão, ser votada antes da LOA, não deve ser apreciada neste ano, podendo ser discutida em janeiro, ainda, caso a articulação do governo dê a devida importância para o assunto.


O presidente da Câmara Federal afirmou em Live promovida pelo jornal Valor Econômico que o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 pode ser votado até dezembro, mas o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano não, "Nosso tempo já passou", disse ele.


"Você não vê posição de governo em relação à PEC Emergencial e agenda para as próximas semanas. Isso tudo vai atrasando e vai gerando em todos nós (parlamentares) mais insegurança", completou.


Para Maia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, parece estar lutando sozinho dentro do governo na defesa do teto de gastos em uma solução para o Orçamento 2021.


"A saída fora do teto é a explosão da taxa de juros, é um encurtamento ainda maior da dívida pública, é uma recessão maior. A conta chega. Não chegou pra Dilma?", disse o presidente da Câmara Federal, em referência à recessão econômica após medidas tomadas no governo da petista que não respeitaram a sustentabilidade fiscal.


"É importante que todos nós possamos entender que uma medida popular ou populista hoje pode ter consequências muito maiores para aqueles que em tese serão beneficiados por essas medidas populares ou populistas em relação a qualquer gasto fora do teto nos próximos anos", completou Rodrigo Maia.


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