• Carlos Guglielmeli

Ministério da Saúde espera resultados de eficácia da vacina contra o Covid-19 até novembro


Foto do Daly Candid News

O governo Bolsonaro anunciou neste sábado (27) uma parceria com a Universidade de Oxford e Astra Zeneca para compra de lotes da vacina contra o novo coronavírus que está sendo testada no país.


A diretora de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Camile Sachetti, afirmou durante o anúncio que o governo espera ter resultados preliminares de eficácia da vacina entre outubro e novembro, por isso já lançou um cronograma prévio de aquisição para se antecipar à pressão da demanda e garantir a imunização da população o mais breve.


"Os resultados de eficácia da vacina serão avaliados mês a mês e serão incluídos ao Reino Unido para serem avaliados nesse conjunto. Então, a ideia é que esses resultados preliminares sejam apresentados entre outubro e novembro. Todos esses dados serão somados aos dados mundiais", disse Sachetti.


Conforme o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, o acordo prevê 100 milhões de doses que serão produzidas no Brasil através da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que receberá o princípio ativo da vacina (Concentrado Vacinal Viral - IFA) importado e ficará responsável pelo envasamento do imunizante.


Se positivas, após a análises dos dados de segurança (farmacotécnica e farmacodinâmica) da vacina, o primeiro lote de 30,4 milhões de doses será distribuído para o grupo prioritário, de pessoas idosas e com comorbidades, segundo explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros. O primeiro e o segundo lote, com 15,2 milhões de doses cada, são esperados para Dezembro deste ano e Janeiro de 2021.


Para completar os números previstos, de acordo com o Ministério da Saúde, se a vacina obtiver o registro no Brasil, o que não depende apenas de decisões nacionais, serão produzidas mais 70 milhões de doses num terceiro momento.


O Brasil chegou ao número de 100 milhões de doses para que a cobertura atinja todos os idosos, pessoas com comorbidades, profissionais da saúde, professores, indígenas, pessoas em privação de liberdade e profissionais de segurança e motoristas de transporte coletivo.

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