• Carlos Guglielmeli

No Ceará, Ciro, Bolsonaro e Moro disputam paternidade de fim do motim da PM

Assim como acontece em Valparaíso de Goiás, onde políticos disputam a "paternidade das boas ações", o fim do motim de PMs no Ceará está sendo disputado por Ciro Gomes e o Governo Federal, representado pelo presidente Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro.

Foto: O Globo


Após o fim do motim dos Policiais Militares do Ceará, anunciado neste domingo (1), o ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT), o presidente Bolsonaro, e o ministro Sérgio Moro expuseram uma disputa irônica nas redes sociais pela paternidade da solução do empasse.


Primeiro foi Ciro que twittou, repetindo que no Ceará está o pior pesadelo dos Bolsonaros e completou dizendo que lá “quem manda é a lei”.

Para Ciro, o crédito da solução para o impasse deve ir à comissão liderada por seu aliado político e governador do Ceará, Camilo Santana (PT). A comissão autora da proposta aceita pelos agentes que estavam amotinados há treze dias, também era formada pela Assembleia Legislativa do Estado, Ministério Público, Tribunal de Justiça e Ordem dos Advogados do Brasil.


Já para o ministro Sérgio Moro e o presidente Bolsonaro, o fim do problema só se deu por consequência da ação do governo federal com o decreto do presidente que instaurou operação de Garantia de Lei e Ordem em Fortaleza, que levou ao estado cerca de 2,8 mil homens do Exército e da Força Nacional, reforçando a segurança nas ruas e tornando a paralisação inócua.


Moro disse em sua publicação no Twitter, que a situação foi contornada “apesar dos Gomes”.


Logo depois o presidente Bolsonaro também partiu para a provocação contra o adversário político, repostando endossando a publicação de Moro: "Não somos psiquiatras! Parabenizo o Ministro Moro e envolvidos".




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