• Carlos Guglielmeli

O antiambientalismo de Bolsonaro já causa prejuízos à empresas que podem chegar na economia nacional


Foto: Reprodução

O mundialmente desacreditado ministro do meio ambiente brasileiro, Ricardo Salles, chegou a alegar que as reclamações e cobranças sobre o tema no Brasil são movimentações ideológicas articuladas por ONGs, porém a manifestação agora vem do capitalismo, de empresas de investimento e consumidoras.


Um grupo de 38 corporações de grande porte e diversos setores se articulou, de maneira incomum, para manifestar sua preocupação com o crescente descrédito internacional do Brasil em relação à questões ecológicas.


As cobranças ambientais não são novidade para exportadores brasileiros, a décadas produtores rurais europeus se apegam ao tema para restringir o produto brasileiro, mas o movimento ganha força e endurece o tom com o Brasil diante de dados concretos do desmatamento na Amazônia. Junho foi o 14º mês consecutivo de aumento na devastação da floresta e os períodos de 2020 vêm sempre superando os mesmos intervalos de tempo do ano anterior, que eram recordes.


Já existem, por isso, movimentos de boicotes e até redução de compras internacionais em vigor, segundo informações enviadas pelas empresas ao vice-presidente Hamilton Mourão.


Um exemplo de que a falta de políticas para preservação ambiental pode causar mais prejuízos à economia brasileira é o grande acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, tão comemorada pelo governo Bolsonaro no início de 2019, que emperrou quando o Brasil tentou, naquele mesmo ano, negar o aumento no desmatamento e das queimadas, o que estava evidente por imagens simples.


Nesse episódio, o presidente brasileiro atacou pelas redes sociais, de maneira nada diplomática, líderes de países como Alemanha, Áustria e França.


"O governo Bolsonaro reduziu o Ibama, o ICMBio, tirou os fiscais, equipamentos e recursos. Não tem como retomar isso da noite para o dia. É algo que vem de cinco, seis anos que o governo atual aprofundou" disse Caio Magri, presidente do Instituto Ethos.






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