• Carlos Guglielmeli

OMS suspende testes com Cloroquina em pacientes com Covid-19 após estudos com 96 mil doentes



Com base nos resultados da maior pesquisa já realizada sobre os efeitos da Cloroquina (CQ) e da Hidroxicloroquina (HCQ) no tratamento do novo coronavírus a OMS (Organização Mundial da Saúde) decidiu suspender os testes por motivo de segurança.


Os estudos realizados com 96 mil pacientes em 671 hospitais e 6 continentes, divulgados pela renomada revista "The Lancet", apresentou, além da falta de resultados, o aumento do risco de morte e piora cardíaca durante a hospitalização de pacientes com a Covid-19.


Para a conclusão, os cientistas compararam os resultados de 1.868 pessoas que receberam apenas cloroquina, 3.016 que receberam só hidroxicloroquina, 3.783 que tomaram a combinação de cloroquina e macrólidos (uma classe de antibióticos), e mais 6.221 pacientes com hidroxicloroquina e macrólidos com o grupo controle, que não fez uso dos medicamentos, formado por 81.144 pacientes.


Neste grupo de controle, que não usou nenhum dos medicamentos) 9,1% dos pacientes morreram, já entre os que usaram a Cloroquina ou a Hidroxicloroquina 16,7% dos infectados vieram à óbito. Entre os pacientes que combinaram a Hidroxicloroquina com algum macrobiótico, 22,2% dos doentes perderam a vida e dos que fizeram a mesma combinação, só que com a cloroquina, essa média subiu para 23,8%.


Diante desses resultados, o diretor geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alegou questões de segurança para suspender todos os testes com as substâncias defendida pelo presidente Brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido).


"O grupo executivo implementou uma "pausa" temporária do braço da hidroxicloroquina no ensaio Solidariedade, enquanto os dados de segurança são revisados pelo conselho de monitoramento de segurança dos dados. Os outros braços do ensaio continuam", disse Tedros em entrevista.
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