• Carlos Guglielmeli

Ronaldinho e irmão voltam a ser presos no Paraguai em reviravolta no caso dos passaportes falsos


Foto de O Globo


Ronaldinho Gaúcho e o seu irmão Assis, que empresaria o ex-jogador, foram presos no Paraguai, na noite desta sexta-feira (6), quando se preparavam para deixar o país para retornar ao Brasil.


O caso parecia ter sido resolvido quando o Ministério Público do Paraguai declarou que Ronaldinho e Assis estariam livres de qualquer tipo de processo por terem colaborado integralmente com as investigações da polícia local. Entretanto, o juiz Mirko Vallinotti, que interrogou a dupla por seis horas, discordou dessa tese. Até o momento a decisão do magistrado não foi detalhada.


Ronaldinho teve seu passaporte original apreendido no Brasil em novembro, em consequência de uma condenação por crime ambiental, porém o motivo do uso dos documentos falsos ainda é desconhecido já que por conta do acordo entre os países membros do Mercosul, para brasileiros entrarem no Paraguai é necessário apresentar apenas o RG.


Entenda o caso:


Ronaldinho e Assis chegaram ao Paraguai na quarta-feira para realizar ações publicitárias de um livro. No desembarque eles apresentaram passaportes falsos, que afirmavam que os dois eram paraguaios naturalizados, o que não procede. Os policiais suspeitaram, mas optaram por não realizar as prisões de imediato para não gerar tumulto no local.


Em seguida, já na madrugada de quarta-feira para quinta, uma equipe policial foi ao hotel onde ambos estavam hospedados para iniciar uma investigação, retendo os passaportes falsificados e levando Ronaldinho e Assis para a delegacia para que eles prestassem depoimento.


Conforme aquela apuração, o ex atleta e o empresário teriam sido enganados pelo empresário Wilmondes Sousa Lira, que naquele momento supunha-se ter sido o responsável pela aquisição e entrega dos documentos falsos.


Por colaborarem com detalhes ricos à investigação e admitirem culpa no caso, os irmãos foram enquadrados no esquema de critério de oportunidade pela promotoria paraguaia, que os deixariam livres de qualquer processo judicial no país.

Publicidade

1/2
Mortos X Curados.png
Precisa explicar?
Curta nossa Fampage.png