• Carlos Guglielmeli

Teich pede demissão do ministério da Saúde a menos de um mês no cargo



O agora ex-ministro da saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15) faltando ainda dois dias para completar um mês à frente da pasta.


Essa é a 11ª mudança na equipe do ministerial do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).


Teich assumiu o Ministério em 17 de abril no lugar de Luiz Henrique Mandetta, que tinha o reconhecimento nacional e internacional na condução da pandemia do novo coronavírus no Brasil, mas era pressionado pelo Planalto para mudar as medidas adotadas.


Assim como o antecessor, Teich também é médico e apresentou e teve a discordância do presidente Jair Bolsonaro sobre as mesmas ações de contenção do coronavírus.


Nelson Teich foi ao Palácio do Planalto nesta manhã, esteve com Bolsonaro e depois voltou para o prédio do Ministério da Saúde de onde a demissão foi anunciada logo depois.


Entre os motivos para a exoneração, Teich recentemente teve que cancelar a apresentação do plano de diretrizes para a saída do isolamento social por divergências do presidente, que defendia uma flexibilização mais rápida e ampla.


Na terça-feira (12) o ex-ministro foi surpreendido durante uma coletiva de imprensa com o novo decreto de Bolsonaro que classificou as atividades das academias, salões de beleza e barbearias como excrescenciais, sem consulta prévia do ministério.


No dia seguinte, quinta-feira (13), o presidente Bolsonaro anunciou que o protocolo do SUS sobre o uso da Cloroquina e da Hidroxicloroquina seriam alterados para permitir a aplicação dos medicamentos em doentes contaminados pelo Covid-19 nos estágios iniciais da doença contrariando as convicções cientificas publicadas por Teich no dia anterior.

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