• Carlos Guglielmeli

Três estudos americanos reprovam o uso de hidroxicloroquina contra o Covid-19




Embora ainda não hajam evidências científicas comprovadas em pacientes com o Covid-19, a hidroxicloroquina e a cloroquina (versão mais concentrada) são amplamente defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).


Porém um estudo feito na França, outro no Amazonas, dois anteriores e esse último feitos nos Estados Unidos concluíram, já em suas etapas iniciais, que os medicamentos não produzem resultados consideráveis, e pior que isso, causam "efeitos adversos consideráveis", com riscos de morte.


Ao lado de outros 12 pesquisadores, o cardiologista Lior Jankelson, da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, avaliou o uso da Hidroxicloroquina combinada com a Azidromicina (um antibiótico) ministradas em 84 pacientes de um centro médico de Nova York com Covid-19.


O objetivo era confirmar ou descartar as conclusões de "relatórios recentes" que sugerem um possível benefício para pacientes infectados com o novo coronavírus "no entanto, ambos os medicamentos demonstraram aumentar de forma independente o risco de vários tipos de anormalidades do ritmo cardíaco", conclui o estudo publicado nesta sexta-feira (25) pela revista especializada, Nature Medicine..


A principal anormalidade foi o "prolongamento do intervalo QTc" (tempo que leva para o coração recarregar entre os batimentos).


"Um intervalo QTc prolongado coloca o paciente em risco de arritmia e morte cardíaca súbita", disse Lior.


No dia anterior, na quinta-feira (23), um estudo bancado pelo governo de Nova York concluiu que o uso de hidroxicloroquina em pacientes de 22 hospitais não funcionou em casos graves.


A conclusão de David Holtgrave, reitor da Universidade da Escola de Saúde Pública de Albany, responsável pela pesquisa, "aqueles que tomaram hidroxicloroquina, com ou sem o antibiótico azitromicina, não tiveram mais chances de sobreviver às infecções do que aqueles que não usaram a hidroxicloroquina".


"Não vimos diferença significativa entre os pacientes que tomaram os medicamentos e os que não tomaram", acrescentou o governador do estado, Andrew Cuomo.

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