Valparaíso – Concurso público, falta de professores, processo seletivo. É a Educação Pública em foco

Para a sociedade o que importa é que faltam professores para atender as crianças e por isso estão sendo liberadas mais cedo das escolas ou completamente sem aulas, mas por trás dessas consequências negativas estão circunstâncias muitas vezes desconhecidas pelos munícipes.

 

Hoje faltam mais ou menos 200 professores para normalizar a prestação do serviço na capacidade máxima das unidades de ensino já existentes em Valparaíso. Dessa defasagem, 169 são professores deslocados para funções de direção, de coordenação, ou estão “laudados” (Afastados por problemas médicos).

 

A Secretaria Municipal de Educação, comandada pela Secretária Professora Rudilene, promoveu um processo seletivo para contratar professores substitutos temporários, afim de superar as dificuldades nas salas de aula. Segundo informações levantadas, para garantir a lisura desse processo, o edital foi elaborado obedecendo consultas feitas pessoalmente pela secretária ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) e a promotoria pública municipal foi convidada, por ofício, a acompanhar todo processo.

 

Essa seria a solução provável, se não fossem os novos problemas criados.

 

A Promotoria Pública quer barrar a contratação dos professores, alegando ainda haver um concurso vigente, desconsiderando o fato de que essas vagas são temporárias, que os professores deslocados e “laudados” podem voltar para suas funções a qualquer momento e por isso não podem ser substituídos por efetivos. Somado a isso os sindicatos entraram no processo alegando irregularidades na classificação.

 

Segundo a Diretora Pedagógica Municipal, professora Adriany Brandão, esse mesmo Sindicato que hoje atrasa o processo, se omitiu nos quatro anos passados, onde, por exemplo, uma colega de 33 anos de carreira, graduada e pós-graduada não se classificou em um processo semelhante e agora está selecionada entre os 5 melhores candidatos, o que indica maior coerência no certame atual.

 

A consequência é que muitas crianças estão sem aula, a mercê da sorte e da violência nas ruas. A Lei de Diretrizes Básicas da Educação determina que o aluno assista 800 horas de aula em 200 dias, para que o ano letivo seja concluído, porém dois meses já foram perdidos.

 

 

Conforme o que disse a Diretora, a solução está pronta, basta a Promotoria Pública entender a diferença entre vagas temporárias e permanentes e os sindicatos passem a atuar com isonomia para que os principais personagens desse enredo, as crianças, deixem de ser prejudicadas.

 

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