Palocci decide fazer acordo de delação e pode causar mais estragos que a Odebrecht

13/05/2017

A decisão de Palocci em fazer um acordo de delação premiada caiu como uma bomba atômica no colo de Lula e do PT.

 

Em uma declaração feita a poucos dias atrás o ex-presidente Lula disse à imprensa que não acreditava em uma possível delação do seu ex-ministro e homem de confiança, Antônio Palocci, mas sua fala estava mais para um apelo do que convicção.

 

 Na tarde dessa sexta-feira, 12/05 o ex-ministro de Lula e Dilma, dispensou o seu advogado Roberto Batochio que é contra esse tipo de acordo e retomou o contato com seus advogados originais, Adriano Bretas e Tracy Reinaldet, que vão conduzir o acordo de delação.

 

O medo de que suas penas nos dois processos dos quais já é réu ultrapasse 30 anos, dos documentos entregues pela Odebrecht em suas delações e agora a nova operação da Polícia Federal que indica que Antônio Palocci seja o centro de um novo esquema de corrupção Bilionário, foram determinantes para a determinação do ex-ministro.

 

O ex-ministro é o segundo petista graduado a decidir fazer o acordo e sua delação é mais temida que a de Delcidio do Amaral.

 

Palocci era o principal interlocutor do PT com os bancos e empresas como a JBS, Grupo Pão de Açúcar, Odebrecht e outros, portanto imagina-se que ele tenha um acervo considerável de informações e provas novas.

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