Gravações, no mínimo embaraçosas, atingem Temer e Aécio Neves

18/05/2017

 

Investigados  pela Operação Bullish da Polícia Federal, desdobramento da Lava Jato deflagrada na segunda-feira, 15/05, os donos da JBS se apresentaram, ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin.

 

No STF, os irmãos Joesley e Weslwy Batista, donos do Grupo JBF e mais cinco executivos da empresa, confirmaram ao ministro Fachin que estão prestando informações à PGR (Procuradoria Geral da República) em  acordo de Delação Premiada e que o fizeram por livre e espontânea  vontade.

 

Até por volta das 19 horas os procedimentos eram vistos como normais, como consequência da Operação Bullish, porém a partir dai o Brasil tomou conhecimento da mais nova e talvez maior “bomba do mundo político” junto da delação da Odebrecht.

 

O Jornal O Globo divulgou em seu Site partes da delação dos executivos da JBS, nela constam transcrições de gravações comprometedoras contra o presidente Temer (PMDB), alguns políticos de sua confiança e contra o senador Aécio Neves (PSDB).

 

Contra Temer , uma gravação feita por Joesley mostra o presidente, supostamente, pedindo para o empresário continuar pagando propina mensal ao ex deputado preso pela Lava Jato, Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro, em outra oportunidade, indicando o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla as empresas JBF), o qual foi filmado pela polícia recebendo R$ 500 Mil em notas marcadas pelas séries e de maneira suspeita.

 

Contra Aécio Neves, os executivos  entregaram gravações do senador pedindo R$ 2 Milhões a Joesley Batista, segundo ele, para pagar sua defesa no processo da Lava Jato, em seguida a polícia gravou a entrega do dinheiro para um primo do senador. O dinheiro foi rastreado pelos números de série, o que constatou terem sido depositados em uma conta corrente do senador Zeze Parrella (PSDB-MG).

 

O nome de Guido Mantega também foi mencionado por Joesley, segundo ele o ex-ministro controlava o dinheiro de propina do PT e era ele quem o distribuía à bancada.

 

Essa é a primeira vez que a lava jato executou operações, sete ao todo, controladas, nas quais onde são obtidas provas em flagrante.

 

As revelações de hoje ainda devem ser complementadas, pois o que vazou é parte apenas de duas entre sete operações.

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