Qual a origem da fama de “casamenteiro” dada a Santo Antônio?

Fernando de Bulhões y Taveira, seu nome de batismo  nasceu em Lisboa na família do nobre prefeito da cidade. Desde pequeno, teve orientação religiosa e aprendeu a fazer caridade com a mãe, Teresa. Seu tio, o cônego Fernando, o incentivava a viver os ideais cristãos e contava com sua ajuda na missa para distribuir pães aos pobres.

 

Aos 15 anos, o garoto estava certo de sua vocação e ingressou na Ordem de Santo Agostinho, em seguida, foi viver em Coimbra como sacerdote e ficou sabendo da história do martírio de cinco freis franciscanos que haviam sido assassinados no Marrocos. Determinado, Fernando tornou-se membro da Ordem dos Frades Menores de São Francisco, aos 25 anos, e foi viver no lugar dos freis mortos. Foi ai, quando abandonou o nome de batismo e começou a usar o nome religioso de Antônio.

 

Ao chegar ao Marrocos, em 1221, ele teve uma febre grave e precisou voltar para Portugal. Porém, fortes ventos levaram a embarcação para a Sicília, no sul da Itália, onde Antônio passou a viver. Foi em suas andanças que chegou à cidade de Assis. Lá, participou de um encontro com mais de 3 mil frades para ouvir São Francisco.

 

No ano seguinte, Antônio ainda era desconhecido quando foi convocado para fazer as preces numa cerimônia de ordenações de sacerdotes em Forli, Itália. O padre que iria rezar a missa adoeceu e ninguém queria a enorme responsabilidade de substituí-lo. Antônio, porém, não teve medo e se ofereceu para a tarefa. Seu sermão foi tido como exemplo e rapidamente se fez sua fama de notável orador. O próprio São Francisco descobriu que o novato era um conhecedor das Sagradas Escrituras e o autorizou a pregar pelas cidades.

 

A fama de casamenteiro: 

 

Foram seus milagres que o fizeram conquistar o título de “santo casamenteiro” apenas no Brasil, onde chegou pelas mãos dos colonizadores portugueses. Segundo dizem, ele tinha os olhos voltados para a tristeza das moças. Um de seus feitos ocorreu quando ele era ainda menino e gostava de acariciar os cabelos de uma prima. Seu tio tinha ciúme e cortou as madeixas da filha. Ao ver a menina chorando, Antônio colocou a mão sobre a cabeça dela e seus lindos cachos voltaram. Em outra ocasião, encontrou uma menina com as roupas molhadas e descobriu que garotos malvados tinham quebrado o pote em que ela levava água. Prontamente, ele pegou os cacos e refez o recipiente.

 

Outra lenda conta que uma jovem fez uma promessa a Santo Antônio e colocou sua imagem na janela à espera de um noivo. Como não era atendida, derrubou a estátua na calçada. A imagem acabou caindo na cabeça de um rapaz e, por causa do acidente, os dois se apaixonaram e se casaram. Isso originou a mania dos fiéis de colocá-lo de cabeça para baixo, dentro da água e virado contra a parede – uma punição até ter sua graça alcançada.

 

O termo ''Santo casamenteiro'' também vem da ajuda que ele dava às noivas. Como as moças pobres não tinham dinheiro para o enxoval, ele as ajudava a recolher doações para o dote. Por isso tudo, virou o protetor dos namorados e das solteiras.

 

Santo Antônio também é conhecido como o restituidor das “pessoas perdidas”, padroeiro de Portugal e protetor dos pobres. E sempre é lembrado como um homem caridoso. Por isso, em todas as terças-feiras, dia em que morreu, fiéis e religiosos distribuem pães aos necessitados, como ele fazia quando criança. O Pão de Santo Antônio é um fundo de contribuição destinado a ajudar os pobres e foi criado na França, em 1894, por uma senhora rica que teve um pedido atendido pelo santo. No dia 13 de junho, é realizada a bênção dos pães. Os fiéis levam o alimento para casa e o guardam em um pote para terem fartura e saúde o ano todo.

 

Fonte: Portal de notícias UOL

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