Em um ato inédito, senadoras de oposição tomam da mesa diretora do senado e impedem sessão

 

O ato das senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI) jamais havia sido visto, nem no tempo da ditadura militar.

 

Na abertura da sessão dessa terça-feira,11/07, por volta das 11 horas as senadoras tomaram os lugares da mesa diretora.

 

Ao chegar para dar andamento na pauta, que tinha como principal tema a reforma trabalhista, o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira foi impedido de tomar o seu lugar. Segundo as senadoras amotinadas, elas só liberariam a mesa se o senado atendesse suas exigências, como em uma negociação de libertação de reféns:

 

  • Autorização para que todos os senadores falassem durante a votação e não somente os líderes;

  • Abertura das galerias para que lideranças sindicais as ocupasse durante a votação;

  • Aprovação de um destaque, rejeitado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que impediria gestantes e ou lactantes trabalharem em locais insalubres, mesmo com autorização médica, como vem previsto na reforma.

 

O objetivo implícito era atrasar a aprovação da reforma, que com esse destaque aprovado teria que voltar para a Câmara dos Deputados.

 

Essa obstrução por meio da força surpreendeu até membros da oposição que viram o presidente Eunício suspendendo a Sessão para ser retomada “quando a ditadura permitir”.

 

Ao estilo polícia contra assaltantes de banco, o presidente cortou os microfones e a luz do plenário foi desligada. Do outro lado, como assaltantes do banco as amotinadas pediram comida e fizeram sua refeição ali, no local invadido.

 

Sem acordo, antes das 17 horas as luzes foram religadas e o presidente tomou um lugar ao canto da mesa e reiniciou a sessão, ignorando “a birra” das senadoras ao lado.

Com um gesto tão extremo e sem precedentes o movimento acabou ignorado inclusive por seus aliados, o que fez as senadora amotinadas irem desistindo aos poucos de suas exigências, que naquele momento já estava claro como não exitosas.

 

No final, por volta das 20 horas, o presidente Eunício anunciou a aprovação do texto base da reforma com uma margem confortável, 56 votos a favor e 26 contra.

A previsão é de que a sanção da reforma seja sancionada pelo presidente Temer ainda nessa quinta-feira 13/07.

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