E agora, nas mãos de quem está o futuro de Lula e quais são suas chances?

13/07/2017

 

Apos ser sentenciado, em primeira instância, a 9 anos e 6 meses de prisão e 19 amos de inelegibilidade pelo Juiz Sérgio Moro, o caminho naturalda defesa de Lula é recorrer à segunda instância, o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

 

O TRF4, com sede em Porto Alegre, tem a jurisdição nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por isso os recursos das decisões proferidas por Moro vão para lá, mais precisamente para a 8ª turma que é composta por 3 desembargadores.

 

  • João Pedro Gebran Neto de 52 anos é descrito pelos colegas, que inclui o juiz Sérgio Moro com quem dividiu sala de aula em 2000 na Universidade Federal do Paraná, como um magistrado acima da média;

  • Leandro Paulsen de 47 anos é considerado um prodígio do direito caracterizado por verbalizações curtas e incisivas.

  • Victor Laus de 54 anos é o terceiro, mas não menos importante desembargador da turma, é um magistrado de raríssima ou nenhuma exaltação e de muita admiração pelas decisões de Moro, a quem se refere como quase infalível.

 

Ao contrário da tranquilidade esperançosa que a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, tentou demonstrar em entrevista para a TV Globo, baseada apenas no exemplo do recurso exitoso do ex-tesoureiro de seu partido João Vaccari, o TRF4 não parece ser um campo tão animador assim para o ex-presidente.

 

De 365 pedidos de Habeas Corpus relacionados à Lava Jato, apenas 4 foram concedidos pelo TRF4, dos 23 pedidos de absolvição analisados no mesmo período, somente 5 foram favoráveis aos réus, incluindo a de Vaccari, por fim, das 18 apelações infrutíferas, 16 ainda tiveram um aumento de suas sentenças, portando a vida de Lula tende a se complicas ainda mais.

 

O recurso de Lula, já anunciado por sua defesa, deve chegar direto na mesa de Gedram, relator da 8ª turma para os casos de Lava Jato, que dará seu parecer e colocará o tema em discussão com seus pares.

 

Em caso de manutenção da sentença inicial, que normalmente leva até 10 meses para ser decidida, o ex-presidente ficará definitivamente impedido de disputar as eleições de 2018 e poderá até ser preso de fato. Portanto, baseados nos números acima, os advogados de Lula ainda podem chegar a sentir saudades, ou não, do juiz Moro que não mandou prender o líder petista "para não causar traumas". 

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