Recibos apresentados pela defesa de Lula geram mais dúvidas do que esclarecem os fatos

28/09/2017

 

Acusado pela justiça por, supostamente, ter recebido um apartamento vizinho ao seu como pagamento propina da construtora Odebrecht em troca da facilitação de 08 contratos daquela empresa com a Petrobras, a defesa do ex-presidente Lula apresentou à justiça os recibos de aluguel do imóvel.

 

Na teoria esses documento deveriam tirar o peso das acusações contra o ex-presidente, porém algumas circunstâncias estão levando a crer que seria melhor não tê-lo feito.

 

  1. Se esses recibos sempre existiram, porque só apareceram agora, depois de tanto tempo com inquérito e tramitação do processo?

  2. O suposto proprietário do imóvel, Glauco da Costa Marques, primo do pecuarista Bumlai que está em prisão domiciliar, afirmou em depoimento que não recebeu alugueis entre 2011 e 2014 e que só passou a recebe-los depois que a Operação Lava Jato passou a investigar o caso;

  3. Segundo as Investigações, não há nenhuma transação financeira oficial dos acusados que dê indícios dos pagamentos do aluguel;

  4. Alguns dos 26 recibos entregues pela defesa de Lula estão com datas inexistentes como 31/novembro ou 31/Junho;

  5. A defesa de Costa Marques não contradiz os recibos, mas também não os confirma e diante dos erros de data sugere à Polícia Federal que aprofunde a perícias nos documentos.

 

Sobre esse erro de datas a defesa de Lula diz que a responsabilidade é do emitente, não da pagadora, D. Maria Letícia, e não comenta nenhum dos outros pontos de dúvidas.

 

 

 

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