Violência sem freio no Ceará retrata a situação de todos os estados brasileiros

01/02/2018

 

Leis “frouxas”, precarização das forças de segurança e a inversão de valores são a base dessa epidemia nacional que é a violência,

 

Só em janeiro recente o Ceará contabilizou 441 homicídios, média acima de 14 mortos por dia. Números de uma guerra perdida para os erros dos últimos anos.

 

No Brasil um criminoso só pode ficar preso no máximo 30 anos e as progressões de pena começam após o cumprimento de 1/3 dela, ou seja, se estuprar, degolar ou “só matar mesmo”, caso o criminoso seja pego e condenado, vai cumprir no máximo 8 anos de detenção.

 

“É muito barato, não assusta a bandidagem”.

 

Com os presídios lotados, tomados por facções criminosas e fora de controle, a justiça parece estar preocupada mais em não aumentar “esse” problema, evitando a todo custo prender ou manter preso, fazendo do trabalho das polícias em vão. O policial prende e a justiça solta.

 

Em dificuldades financeiras, poucos estados conseguiram comprar armas, renovar viaturas, e contratar novos policiais nos últimos anos, como fez o estado de Goiás que, mesmo tendo feito isso, também enfrenta essa violência epidêmica.

 

Mas, nem a falta de equipamento ou de contingente prejudicam tanto a ação das forças de segurança quanto a “inversão de valores”.

 

No dia 18 recente, o telejornal de maior alcance da TV brasileira exibiu uma matéria sobre um relatório internacional sobre a violência no Brasil, lá pelos dois minutos de matéria a repórter diz, “policiais que matam e cometem abusos de um lado e bandidos que se armam e se vingam do outro (...) esse ciclo de violência fez crescer o número de vítimas”, dando a entender que a polícia excede, provoca a reação dos criminosos vitimados.

Quando somos chamados para uma ocorrência que trata de troca de tiros entre bandidos, ou violência em curso, o mais conveniente seria o policial esperar tudo se acalmar, para depois seguir ao local do crime. Vai que eu chego lá, preciso trocar tiros com o bandido e mato um deles? Vou responder processo, a mãe do anjinho vai me processar e eu vou ser tachado de opressor, torturador, executor, de bandido”, desabafou um policial que pediu anonimato.

Essa epidemia tomou proporções de “endemia”, que para ser curada terá que ser tratada em várias frentes, ideologicamente, estruturalmente e tecnicamente. Os paliativos estão sendo e podem ser incrementados mas acabam sucumbindo à espera da solução definitiva. Até lá, vão aparecer outros vídeos como o da execução cometida em Fortaleza.

 

 

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