Deputado Estadual de Goiás é preso por tentar atrapalhar investigações

 

O deputado estadual de Goiás, Daniel Messac (PTB), foi preso nesta sexta-feira (7) pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP/GO (Ministério Público do Estado de Goiás).

 

Messac, que é alvo da operação Poltergeist, deflagrada em abril 2014 para investigar um esquema onde supostamente o deputado é líder de um esquema de contratação funcionários fantasmas na Alego (Assembleia Legislativa de Goiás), é agora acusado de coagir testemunhas desse mesmo caso.

 

No início de novembro o endereço do deputado foi alvo de um mandato de busca onde foram encontrados R$ 13 mil em espécie e uma cópia do depoimento da testemunha, vítima da coação. No mesmo dia dois homens ligados à Daniel, um ex-policial federal e um pastor, foram presos, acusados de coagir as testemunhas.

 

Por volta das 13h30, Messac esteve no IML (Instituto Médico Legal) para ser encaminhado ao Núcleo de Custódia, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia posteriormente.

 

A defesa do deputado, que nega as acusações da Potergeist disse que ainda estava apurando dados da decisão para se manifestar 

 

Em nota, o Ministério Público explicou a prisão:

 

NOTA

 

O GAECO, com o apoio do Centro de Inteligência do MPGO, cumpriu no início da tarde de hoje (07/12/2018) mandado de prisão preventiva decretada peloDesembargador João Waldeck Felix de Sousa, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, contra o Deputado Estadual DANIEL MESSAC DE MORAIS. 


A medida é um desdobramento da Operação Embaraço, deflagrada em 08 de novembro desse ano, na qual foram presos preventivamente um pastor e um ex-policial federal ligados ao parlamentar, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em alguns endereços, inclusive, na residência de DANIEL MESSAC. 


A Operação Embaraço investigou a coação de uma testemunha, no interior do Fórum de Montes Claros de Goiás/GO, que havia colaborado com as investigações da Operação Poltergeist, na qual DANIEL MESSAC foi denunciado como chefe de uma organização criminosa que desviava salários de servidores fantasmas do seu gabinete ou indicados por ele.


Após a análise do material apreendido, foi constatado que a intimidação à testemunha ocorreu a mando do referido parlamentar, pois foram encontrados diversos documentos que o ligava aos dois envolvidos, inclusive conversas em que o ex-policial cobrava valores do deputado.


Na residência do parlamentar também foram encontrados diversos documentos relevantes, como a cópia do depoimento prestado durante as investigações da Operação Poltergeist, pela testemunha intimidada, a qual ainda não foi ouvida na ação penal.

 

 

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