Caiado anuncia o atraso nos salários dos servidores estaduais como um dos primeiros atos do seu governo

26/12/2018

Caiu como uma bomba no estado as declarações feitas pelo governador eleito, Ronaldo Caiado (DEM), a respeito dos salários dos servidores públicos estaduais, referente ao mês trabalhado de dezembro.

 

A previsão de pagamento só poderia ser dada se tivesse deixado dinheiro. Não tendo dinheiro, eu preciso, primeiro, pagar a folha de janeiro” disse o futuro governador em uma coletiva de imprensa.

 

Caiado justificou esse, que será um dos seus primeiros atos como chefe do executivo estadual, afirmando tratar-se da consequência de um suposto rombo nas contas públicas goianas de R$ 3,6 Bilhões, “dos quais, R$ 1.680 bilhão são referentes a folha de pagamento. O restante trata de dívidas com as OSs, empenhos cancelados, Bolsa Universitária, serviços de segurança, gasto com combustíveis e centenas de itens que não foram pagos desde novembro”, segundo ele.

 

A reação dos servidores foi imediata, “Se esse rombo todo que ele falou for verdade, esses R$ 3 Bilhões ou milhões, sei lá, for verdade, isso não é de agora, não aconteceu de novembro para cá e o governo que está acabando nunca atrasou nosso pagamento. Eu votei nele para ele mudar o que ele mesmo dizia que não prestava, não o que estava certo”, disse uma funcionária do estado, efetiva a mais de 10 anos.

 

Estamos passando por um momento de tenção que não esperava passar depois de eleger o Caiado”, completou a servidora que prefere não se identificar por medo de retaliações.

 

Ao mencionar na entrevista que não tem prazo para pagar os serviços prestados em dezembro e que pretende pagar primeiro o mês janeiro, programado para o início de fevereiro, Caiado indica que vai deixar o funcionalismo público estadual “no mínimo” 60 dias sem receber nenhum centavo.

 

O efeito cascata que isso pode causar na economia é catastrófico”, disse um investidor em imóveis de Valparaíso que completou, “como é que as pessoas vão me pagar os alugueis, aquela continha na mercearia ou na farmácia de perto de casa? Não quero nem pensar”.

 

Sobre o suposto rombo nas contas públicas e o fato de não ter empenhado os salários de dezembro, o atual governador, José Eliton (PSDB) ainda não se manifestou.

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