Novo presidente da Caixa diz que Minha Casa Minha vida permanece para pobre, mas classe média tem que pagar juros de mercado

 

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, foi empossado nesta segunda-feira (7) pelo ministro na economia Paulo Guedes, com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

 

Já em seu primeiro momento, Guimarães foi questionado se os custos do financiamento da casa própria serão elevados, ele respondeu que "depende". "Juro não vai subir para Minha Casa Minha Vida. Juro de Minha Casa Minha Vida é para quem é pobre", disse.

 

Em seguida o novo presidente da Caixa declarou que os juros do crédito habitacional para classe média, esses sim, devem ser alterados para o de mercado, e reforçou que as taxas não subirão no programa Minha Casa Minha Vida para "quem é pobre".

 

Atualmente, o programa habitacional atende famílias com renda mensal bruta de até R$ 1.800 na faixa 1, em que não há incidência de juros e o subsídio pode chegar a 90% do valor do imóvel, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Regional.

 

Também subsidiadas, embora em menor grau, a faixa 1.5 está voltada para famílias que ganham até R$ 2.600, com juros de 5% ao ano, e a 2 destina-se a famílias com renda de até R$ 4.000, cobrando juros de 6% a 7% ao ano. Na faixa 3, contudo, a renda familiar bruta mensal pode ser de até R$ 9.000 e os juros cobrados são de 8,16% ao ano.

 

Quem é classe média tem que pagar mais. Ou vai buscar no Santander, no Bradesco, no Itaú. Na Caixa Econômica Federal, vai pagar juros maior que Minha Casa Minha Vida, certamente, e vai ser juros que vai ser de mercado. Caixa vai respeitar, acima de tudo, o mercado. Lei da oferta e da demanda”, declarou o novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

 

Guimarães afirmou, ainda, que o banco vai vender carteiras de crédito imobiliário e que a Caixa "vai passar a ser uma originadora imobiliária, mais do que reter crédito no balanço”.

 

Segundo ele, o objetivo é que a Caixa, nos próximos dez anos, passe a originar 70% do crédito imobiliário, mas venda uma parte relevante, que pode chegar a R$ 100 bilhões.

 

Segundo o presidente recém-empossado, a securitização irá permitir que a Caixa expanda o crédito num cenário em que os recursos do FGTS e da poupança têm limites.

Compartilhar
Twittar
Please reload

Publicidade

1/5
Últimas notícias

Lêda Borges cobra obras de manutenção no restaurante cidadão...

5/12/2019

1/20
Please reload

Matéria_do_Brasil_dividido_em_3.png
Siga
  • Facebook do Jornal Opção do Entorno
  • Twitter do Jornal Opção do Entorno
  • Instagram do Jornal Opção do Entorno