Tramitação do reajuste salarial dos servidores públicos de Valparaíso tem debate entre vereadores e novo tumulto protagonizado pelo sindicato

29/03/2019

 

A Câmara Municipal de Valparaíso aprovou em primeira votação o reajuste salarial dos servidores públicos municipais nesta sexta-feira (29), numa sessão marcada por mais um tumulto protagonizado pelo SINDSEPEM/VAL e pelo debate entre os vereadores.

 

Os projetos 202 e 203 encaminhados pela prefeitura estabelecem um aumento salarial de 3,94% para os servidores do executivo e do legislativo, obedecendo exatamente o que determina a Lei reajustes, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado nos últimos 12 meses, de março de 2018 à fevereiro de 2019.

 

Do outro lado o sindicato reivindica um aumento de 16,77% sem a apresentação de nenhum argumento para a composição do seu percentual.

 

Numa estratégia de tentar atrasar a tramitação do projeto do executivo para forçar uma nova rodada de negociação entre os representantes da categoria e o prefeito, o vereador Prof. Silvano chegou a apresentar emendas substitutivas aos projetos originais, trocando os 3,94% da prefeitura pelos 16,77% do sindicato.

 

Para defender o índice do sindicato, o Vereador Prof. Silvano (PT) apresentou a estimativa do orçamento municipal deste ano, aprovada na Câmara com um acréscimo em relação ao ano anterior, e alegou que a cidade tem receita devido à correção do IPTU e a diminuição do seu desconto para pagamento antecipado e a vista.

 

Imediatamente o Vereador Ferreira (PP) rebateu a fala do petista, que segundo ele, joga para a plateia e tenta colocar as pessoas contra os vereadores, “nós sabemos que essas estimativas do orçamento não refletem a realidade e o IPTU representa cerca de 10% do orçamento, enquanto a folha de pagamento está chegando perto do teto da Lei de Responsabilidade Fiscal [54% da receita]” disse ele.

 

Neste momento a plateia de sindicalistas se inflamou, forçando o presidente da Câmara, vereador Zé Antônio (MDB), a suspender a sessão.

 

Não adiantou muito no princípio, pois tanto o vereador Ferreira quanto o Brandão (PTB) continuaram o debate, agora diretamente com a plateia.

 

Após o esfriamento dos ânimos a sessão foi retomada com o a indicação do líder da bancada governista, vereador Zeca (SD), para que os colegas rejeitassem a tentativa do petista.

 

Quem quiser me xingar pode xingar, se quiserem me bater, podem me bater. Lá no passado, no governo Lucimar [PT], me xingaram, me bateram quando eu votei contra os 11%, eu falei que não tinha dinheiro. Deu no que deu, está até hoje na justiça e ninguém recebeu nenhum centavo. Nós precisamos ser responsáveis, não tem dinheiro para isso”, disse Zeca.

 

Em seguida os vereadores rejeitaram a admissibilidade das emendas do Prof. Silvamo e antes mesmo aprovarem em primeira votação o projeto original, os sindicalistas saíram do plenário gritando a palavra “greve”.

 

Para virar lei e o aumento ser incorporado nos contracheques dos servidores, os projetos devem ser aprovados em mais duas votações, provavelmente nas próximas sessões, quarta-feira (3) e sexta-feira (5), respectivamente.

 

(Clique nas imagens para ampliá-las)

 

 

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