Vereadores de Valparaíso se solidarizam com a ONG Programando o Futuro, mas a situação da entidade continua indefinida

27/04/2019

 

Reconhecida mundialmente como a melhor tecnologia de descarte responsável e reuso de lixo eletrônico do planeta, a ONG Programando o Futuro realizou na sexta-feira (26) um café da manhã para os vereadores onde seus dirigentes expuseram os problemas que estão enfrentando para manter sua operação em Valparaíso.

 

A entidade está requerendo uma licença ambiental desde outubro de 2018 e nestes sete meses teria cumprido todas as exigências dos órgãos municipais envolvidos.

 

Segundo o fundador e dirigente da entidade, Vilmar Simion, treze parcerias da ONG já não puderam ser renovadas pela falta dessa licença, dentre elas cinco de nível nacional, causando uma perca da receita anual na casa do R$ 1 Milhão.

 

Além disso há um ofício da Secretaria de Meio Ambiente determinando a suspensão das atividades da Programando o Futuro até que sejam feitas adequações, como por exemplo, a correção das atividades descritas no Termo de Convênio, um procedimento burocrático que ficou emperrado justamente em um outro órgão municipal, mas que já foi sanado desde fevereiro.

 

Durante a reunião, o presidente da Câmara Municipal, vereador Zé Antônio entrou em contato por telefone com o prefeito Pábio Mossoró, que se comprometeu em assumir pessoalmente o caso e providenciar a liberação do documento.

 

Em linha, Simion comentou com o prefeito que depois de 8 meses não adianta mais uma licença provisória. Segundo ele, além de não justificar por causa do tempo, e dos desgastes já passados, algumas parcerias prestes a vencer exigem a apresentação do documento com validade mínima de três messes a um ano. "Antes até podia ser, mas oito meses depois, não justifica e não atende", disse ele aos vereadores

 

A Programando o Futuro é o maior exemplo de um Valparaíso que dá certo e de um Brasil ecologicamente comprometido, por isso a possibilidade dela deixar a cidade está mobilizando imprensa e autoridades. Além dos vereadores, senadores, deputados federais e até uma divisão da ONU (Organização das Nações Unidas) prometem se manifestar sobre o assunto na próxima semana.

 

Até o fechamento desta publicação as incertezas sobre a permanência da entidade em Valparaíso continuam. O que se sabe é que Cidade Ocidental, Novo Gama e o Distrito Federal já abriram suas portas para a Programando o Futuro.

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