Lêda Borges avalia que o RRF de Caiado não passa de uma cortina de fumaça e vai prejudicar a sociedade. Entenda

21/07/2019

 

A tentativa do Governo Caiado em fazer o Estado de Goiás aderir o RRF (Regime de Recuperação Financeira) do Governo Federal voltou a ter destaque na imprensa e nos debates políticos após o Tesouro Nacional afirmar em nota mais uma vez que a situação fiscal goiana não atende os requisitos mínimos para tal.

 

Em diversas oportunidades a deputada Lêda Borges (PSDB), que já foi gestora como prefeita e secretária de estado, contestou a necessidade goiana em aderir essa medida considerada drástica.

 

Em nota à imprensa Lêda Borges voltou a criticar a insistência e os motivos pelos quais o governo Caiado persista no assunto: “o RRF de Caiado é uma cortina de fumaça que vai prejudicar toda a sociedade e os segmentos da economia”, disse ela

 

Para os deputados de oposição, e até para alguns aliados que não podem se manifestar por fazer parte da base Caiadistas, a adesão ao RRF é perseguida porquê politicamente Caiado precisa de algo que comprove seu discurso de “terra arrasada” adotado durante a campanha e que agora, com o poder na mão, não consegue comprovar nada além do endividamento de um estado que passou pela maior crise econômica nacional.

 

As dificuldades causadas pelo próprio regime também podem ser um álibi para ocultar as incapacidades de gestão que vem se comprovado no governo, segundo os deputados.

 

Lêda Borges foi opositora ferrenha ao RRF proposto pelo atual governador. A deputada votou contra o projeto em todas as comissões e no plenário por considerar a medida “extrema, desnecessária, arriscada e que apenas demonstra incapacidade de gestão do executivo”.

 

A parlamentar considera que a matéria não deveria ter sido discutida às pressas em sessões extraordinárias. “Isso deveria ter sido pautado nas comissões temáticas, em audiências públicas com a sociedade”, afirmou.

 

Sem a aparente intenção mas beirando a ironia, Lêda Borges exemplificou os prejuízos que o RRF pode trazer para o Estado de Goiás mencionando a situação do Rio de Janeiro, terra natal da secretária de economia importada por Caiado, Cristiane Schmidt, “o Estado do Rio de Janeiro, que aderiu em 2017, está mais endividado do que antes e foi preciso montar uma CPI na Assembleia para descobrir o que aconteceu”.

 

O parecer negativo do Tesouro Nacional a respeito do assunto deve ser ratificado ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, que foi provocado por um pedido de liminar do Estado pleiteando a suspensão do pagamento de dois refinanciamentos com a União.

 

Se mantida a decisão contrária a adesão ao RRF, Caiado vai ter que, finalmente, pôr em prática as soluções anunciadas durante sua campanha eleitoral, sob pena de ficar indefensável tanto no parlamento, quanto diante da sociedade caso não o faça.

Compartilhar
Twittar
Please reload

Publicidade

1/5
Últimas notícias

Autores de assassinato por ponto de tráfico de drogas são pr...

14/11/2019

1/20
Please reload

Matéria_do_Brasil_dividido_em_3.png
Siga
  • Facebook do Jornal Opção do Entorno
  • Twitter do Jornal Opção do Entorno
  • Instagram do Jornal Opção do Entorno