Valparaíso é recordista goiano em gastos com assessoria jurídica, aponta o TCM-GO

29/07/2019

 

A cidade de Valparaíso gastou R$ 1 milhão com assessoria jurídica em 2018. Cinco vezes a média municipal de seu porte, que é de R$ 208 mil, apontou um estudo feito e publicado pelo TCMGO (Tribunal de Contas do Municípios de Goiás).

 

O valor exato, liquidado e lançado pela própria administração municipal no SICOM-CONTABIL (Sistema de Controle de contas do TCMGO) entre os dias 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2018 foi de R$ 1.016.925,00 (Um milhão, dezesseis mil e novecentos e vinte e cinco reais).

 

Para que se tenha uma ideia do que representa esse valor, só o excedente da média estadual seria suficiente para fazer 20 reformas semelhantes a realizada na ponte do Pacaembu, que liga Valparaíso à Novo Gama.

 

Segundo o documento elaborado pelo TCMGO esse estudo que classifica Valparaíso como 1º lugar entre os 246 municípios goianos em gastos dessa natureza, tem o objetivo de exercer um maior controle externo da administração pública.

 

A cidade do entorno, considerada de médio porte pela parametrização do Tribunal, também está no TOP 10 dos municípios goianos que mais gastam com assessoria contábil, é o 7º colocado, tendo liquidado no mesmo período supracitado o valor de R$ 909.213,10 para esse serviço.

 

O chefe de divisão da Secretaria de Atos de Pessoal do TCM, Vinícius Santos, afirma que os valores apresentados no relatório geral estão muito acima da média. “Os municípios estão pagando por serviços caros e alguns deles estão muito acima da média. Fazer concurso público para estas funções sairia mais barato”, disse ele.

 

Em nota enviada para O Popular, o prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró (PSDB), informou que o valor apresentado no relatório do TCM corresponde a todos os contratos feitos com assessorias e não apenas os jurídicos. Segundo Pábio, também foram contabilizados valores de contratos temporários, com objetos específicos e já recendidos ou não renovados. Até o fechamento desta edição, o prefeito não informou qual seria a real despesa do município com jurídico.

 

Fonte: Jornal do Vale

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