Desmatamento na Amazônia é o maior desde 2008, com crescimento de 29,5% em relação ao ano anterior

19/11/2019

 

Segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) o desmatamento na Amazônia cresceu 29,5% entre 1º de agosto de 2018 e 31 de julho deste ano, comparando com os 12 meses anteriores.

 

A área desmatada no período relacionado atual atingiu 9.762 Km² contra os 7.536 Km² do mesmo intervalo do tempo anterior.

 

Em números absolutos esse desmatamento é o maior desde 2008 e seu crescimento porcentual supera os dados levantados nos últimos 22 anos.

 

Essas informações são preliminares, fornecidas pelo Inpe e obtidas pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que fornece a taxa oficial anual de desmatamento da Amazônia.

 

A divulgação feita na manhã desta segunda-feira (18), na sede do Inpe, pelos próprios ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes era esperada com grande expectativa depois de vários indicadores apontarem que o primeiro ano do governo Jair Bolsonaro reaqueceu o avanço das motosserras na floresta.

 

O principal desses indicadores foi o Deter, outro sistema de análise de imagens de satélite do Inpe, que neste caso fornece informações em tempo real a fim de orientar a fiscalização.

 

Em junho, dados do Deter haviam apontado para uma alta no desmatamento, comparado ao mesmo mês do ano anterior, na casa dos 50%, mas a informação, que hoje é confirmada por Salles e Pontes, foi duramente questionada pelo governo Bolsonaro, quando chegou a demitir o então diretor do Instituto, Ricardo Galvão e a produzir atritos internacionais com Alemanha, Áustria e depois com a França.

 

Nesta divulgação, o Prodes corrige os dados do Deter, mas para cima, indicando um desmatamento ainda maior que o constatado pelo sistema preterido.

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