Bolsonaro vira piada e é criticado internacionalmente pelas acusações sem provas feitas contra o ator Leonardo DiCaprio

30/11/2019

 

Após acusar o ator americano e Ambientalista, Leonardo DiCaprio, e a ONG WWF de estarem financiando queimadas criminosas no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro vira manchete na imprensa internacional, alvo de críticas e piadas nas redes sociais.

 

O pessoal da ONG, o que eles fizeram? O que é mais fácil? Botar fogo no mato. Tira foto, filma, a ONG faz campanha contra o Brasil, entra em contato com o Leonardo DiCaprio, e então o Leonardo DiCaprio doa US$ 500 mil para essa ONG. Uma parte foi para o pessoal que estava tocando fogo, tá certo? Leonardo DiCaprio tá colaborando aí com a queimada na Amazônia, assim não dá”, disse Bolsonaro em uma Live.

 

Neste sábado DiCaprio rebateu o presidente de maneira diplomática, “o futuro desses ecossistemas insubstituíveis está em jogo e tenho orgulho de fazer parte dos grupos que os protegem, mas embora certamente mereçam apoio, não financio as organizações que estão atualmente sob ataque”, disse o ator.

 

Com um histórico de acusações que posteriormente foram desmentidas, a fala de Bolsonaro foi logo tratada como “falsa” internacionalmente.

 

Em uma publicação com o título “Brazil’s presidente claims DiCaprio paid for Amazon fires” (Presidente do Brasil afirma que DiCaprio pagou pelo incêndios na Amazônia) o jornal britânico The Guardian chama as declarações do presidente literalmente de falsas:

 

Jair Bolsonaro falsely accuses actor of funding deliberate destruction off rainforest” (Jair Bolsonaro acusa falsamente o ator de financiar a destruição deliberada na floresta tropical), contem o texto do The Guardian que foi publicado com termos semelhantes também pelo americano The New York Times”.

 

O francês Le Figaro também pautou a notícia criticando a falta de provas nas declarações do presidente Brasileiro, porém de maneira irônica, destacando a foto de Leonardo DiCaro com um lança-chamas no filme “Era uma vez em... Hollywood”.

 

Não contente com repercussão já existente, Bolsonaro insistiu na acusação, “Quando eu falei que há suspeitas de ONGs, o que a imprensa fez comigo? Agora, o Leonardo DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para tacar fogo na Amazônia” disse.

Entenda o Caso:

 

Na terça-feira (26) quatro voluntários da Brigada de Alter, uma ONG dedicada à proteção da floresta e das comunidades de Alter do Chão, foram presos pela Polícia Civil do Pará no âmbito da Operação Fogo de Sairé, acusados de provocar incêndios criminosos na Floresta, segundo o delegado Fábio Amaral Barbosa, no intuito de aumentar a arrecadação de doações da entidade e para vender fotos exclusivas desses incidentes à entidade mundial WWF.

 

As duas entidades negaram as acusações e a WWF em comunicado chegou a desafiar à Polícia Civil a apresentar provas da parte em que é mencionada.

 

Sobre provas contra Daniel Gutierrez Govino, Gustavo de Almeida Fernandes, João Victor Pereira Romano e Marcelo Aron Cwerner a Polícia só deu conhecimento de fotos em que os quatro aparecem sozinhos diante de um foco de incêndio e interceptações telefônicas onde os acusados mencionam a previsão de um aumento no número de ocorrências naquele mês.

 

Sobre as fotos dos quatro acusados, sozinhos próximos aos primeiros focos do grande incêndio que atingiu a região em setembro recente, a arquiteta Bruna Bichara, integrante da bridada de voluntários, disse à BBC News Brasil que o grupo não sai para fazer detecções ou combates sem a autorização do Corpo de Bombeiros e que no dia 14 daquele mês, quando avistaram a primeira fumaça da queimada, três dos presos foram de moto na direção da ocorrência e o restante foi até a delegacia de polícia informar o caso e até pegaram carona com os próprios policiais até o local onde os colegas os esperavam.

 

Com relação às interceptações telefônicas, Bruna disse que os rapazes estavam apenas comentando de trabalho, prevendo o que era natural para o período.

 

Na quinta-feira (28) os Brigadistas voluntários foram soltos após da determinação do juiz Alexandre Rizzi que não enxergou motivos razoáveis para a prisão, o que provocou a queda do delegado Fábio Amaral, justificada pelo governador Helder Barbalho com a seguinte frase:

 

[A mudança] não interfere em investigações da Polícia Civil do Estado, que é autônoma e não tem o poder de realizar prisões sem autorização judicial

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