Secretário de Comunicação do governo Bolsonaro é suspeito de peculato e corrupção, mas presidente diz não ver “nada de errado”

29/01/2020

 

O Ministério Público Federal de Brasília pediu que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar o secretário especial de comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, suspeito dos crimes de peculato e corrupção passiva, supostamente cometidos em sua atual função no governo Bolsonaro.

 

Wajngarten é proprietário de 95% da FW Comunicação, que detêm contratos, por exemplo, com Record e Band, emissoras que ao lado do SBT tiveram um substancial crescimento em seus contratos junto ao Governo Federal.

 

Uma das circunstâncias apontadas pelo MPF como suspeita de possível favorecimento, na atuação do secretário, foi a campanha pela aprovação da reforma da previdência, onde, após a posse Fábio, os três canais citados tiveram seus contratos dobrados, mesmo que juntas elas tenham 6% menos de audiência que a Rede Globo, cortada daquela plano de mídia.

 

De acordo com uma publicação da Folha, Record, Band e SBT receberam respectivamente R$ 6,5 milhões, R$ 1,1 milhão e R$ 5,4 milhões mesmo com menor audiência.

 

A legislação vigente proibe integrantes de cargos executivos na administração pública a manter negócios com pessoas jurídicas ou físicas, que possam ser influenciadas por suas decisões, o que caracterizaria o conflito de interesses, configurando a improbidade administrativa com a comprovação do benefício indevido.

 

Questionado pela imprensa, o presidente Jair Bolsonaro disse não ter visto “nada de errado” para a permanência do secretário no governo:

 

O MP recebe uma série de ações diariamente. Vai ser dado o devido despacho por parte do MP. Desde que tenha um indicativo para investigar, vai ser investigado”, afirmou o presidente Bolsonaro que completou, “Até o momento não vi nada de errado por parte do Fabio”.

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